domingo, 4 de outubro de 2009

Bolsa de valores

As bolsas de valores são instituições administradoras de mercados. No caso brasileiro, a BM&FBOVESPA S/A - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA) é a principal bolsa de valores, administrando os mercados de Bolsa e de Balcão Organizado. A diferença entre esses mercados está nas regras de negociação estabelecidas para os ativos registrados em cada um deles. A BM&FBOVESPA também é responsável por administrar o mercado de bolsa de derivativos e de futuros (saiba mais sobre esse assunto na seção "O que é Bolsa de Mercadoria e Futuros").

As bolsas de valores são também os centros de negociação de valores mobiliários, que utilizam sistemas eletrônicos de negociação para efetuar compras e vendas desses valores. No Brasil, atualmente, as bolsas são organizadas sob a forma de sociedade por ações (S/A), reguladas e fiscalizadas pela CVM. As bolsas têm ampla autonomia para exercer seus poderes de auto-regulamentação sobre as corretoras de valores que nela operam. Todas as corretoras são registradas no Banco Central do Brasil e na CVM.

A principal função de uma bolsa de valores é proporcionar um ambiente transparente e líquido, adequado à realização de negócios com valores mobiliários. Somente através das corretoras, os investidores têm acesso aos sistemas de negociação para efetuarem suas transações de compra e venda desses valores.

Após o recente processo de desmutualização das bolsas de valores no Brasil, o direito de transacionar valores mobiliários em uma bolsa foi desvinculado da propriedade de ações. Anteriormente, apenas as corretoras proprietárias de títulos patrimoniais podiam negociar em Bolsa.

As companhias que têm ações negociadas nas bolsas são chamadas companhias "listadas". Para ter ações em bolsas, uma companhia deve ser aberta ou pública, o que não significa que pertença ao governo, e sim que o público em geral detém suas ações. A companhia deve, ainda, atender aos requisitos estabelecidos pela Lei das S.A. (Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976) e pelas instruções da CVM, além de obedecer a uma série de normas e regras estabelecidas pelas próprias bolsas.

No passado, o Brasil chegou a ter nove bolsas de valores, mas atualmente a BM&FBOVESPA é a principal. A BM&FBOVESPA foi criada em maio de 2008 com a integração entre Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), tornando-se a maior bolsa da América Latina, a segunda das Américas e a terceira maior do mundo. Nela são negociados títulos e valores mobiliários, tais como: ações de companhias abertas, títulos privados de renda fixa, derivativos agropecuários (commodities), derivativos financeiros, entre outros valores mobiliários.

Funções das Bolsas de Valores
Os mercados de capitais são mais eficientes em países onde existem bolsas de valores bem estruturadas, transparentes e líquidas. Para que elas desempenhem suas funções, o ambiente de negócios do país tem que ser livre e as regras devem ser claras. Nestes contextos, as bolsas podem beneficiar todos os indivíduos da sociedade e não somente aqueles que detêm ações de companhias abertas. Veja, a seguir, quais são os benefícios gerados pelas bolsas de valores para a economia e a sociedade como um todo:
Levantando capital para negócios - As bolsas de valores fornecem um excelente ambiente para as companhias levantarem capital para expansão de suas atividades através da venda de ações, e outros valores mobiliários, ao público investidor.
Mobilizando poupanças em investimentos - Quando as pessoas investem suas poupanças em ações de companhias abertas, isto leva a uma alocação mais racional dos recursos da economia, porque os recursos - que, de outra forma, poderiam ter sido utilizados no consumo de bens e serviços ou mantidos em contas bancárias - são mobilizados e redirecionados para promover atividades que geram novos negócios, beneficiando vários setores da economia, tais como, agricultura, comércio e indústria, resultando num crescimento econômico mais forte e no aumento do nível de produtividade.
Facilitando o crescimento de companhias - Para uma companhia, as aquisições e/ou fusões de outras empresas são vistas como oportunidades de expansão da linha de produtos, aumento dos canais de distribuição, aumento de sua participação no mercado etc. As bolsas servem como um canal que as companhias utilizam para aumentar seus ativos e seu valor de mercado através da oferta de compra de ações de uma companhia por outra companhia. Esta é a forma mais simples e comum de uma companhia crescer através das aquisições ou fusões. Quando feitas em bolsas, as aquisições e fusões são mais transparentes e permitem uma maior valorização da companhia, pois as informações são mais divulgadas e há uma maior interação dos agentes envolvidos, tanto compradores quanto vendedores.
Redistribuindo a renda - Ao dar a oportunidade para uma grande variedade de pessoas adquirir ações de companhias abertas e, conseqüentemente, de torná-las sócias de negócios lucrativos, o mercado de capitais ajuda a reduzir a desigualdade da distribuição da renda de um país. Ambos os investidores - casuais e profissionais - , através do aumento de preço das ações e da distribuição de dividendos, têm a oportunidade de compartilhar os lucros nos negócios bem sucedidos feitos pelos administradores das companhias.
Aprimorando a Governança Corporativa - A demanda cada vez maior de novos acionistas, as regras cada vez mais rígidas do governo e das bolsas de valores têm levado as companhias a melhorar cada vez mais seus padrões de administração e eficiência. Conseqüentemente, é comum dizer que as companhias abertas são mais bem administradas que as companhias fechadas (companhias cujas ações não são negociadas publicamente e que geralmente pertencem aos fundadores, familiares ou herdeiros ou a um grupo pequeno de investidores). Os princípios de governança corporativa estão, cada vez mais, sendo aceitos e aprimorados.
Criando oportunidades de investimento para pequenos investidores - Diferentemente de outros empreendimentos que necessitam de grandes somas de capital, o investimento em ações é aberto para quaisquer indivíduos, sejam eles grandes ou pequenos investidores. Um pequeno investidor pode adquirir a quantidade de ações que está de acordo com sua capacidade financeira, tornando-se sócio minoritário (mesmo tendo participação percentual ínfima no capital da companhia), sem que tenha que ficar excluído do mercado de capitais apenas por ser pequeno. Desta forma, a bolsa de valores abre a possibilidade de uma fonte de renda adicional para pequenos poupadores.
Atuando como Termômetro da Economia - Na bolsa de valores, os preços das ações oscilam dependendo amplamente das forças do mercado e tendem a acompanhar o ritmo da economia, refletindo seus momentos de retração, estabilidade ou crescimento. Uma recessão, depressão, ou crise financeira pode eventualmente levar a uma queda (ou até mesmo uma quebra) do mercado. Desta forma, o movimento dos preços das ações das companhias e, de forma ampla, os índices de ações são um bom indicador das tendências da economia.
Ajudando no financiamento de projetos sociais - Os governos federal, estadual ou municipal podem contar com as bolsas de valores ao emprestar dinheiro para a iniciativa privada para financiar grandes projetos de infra-estrutura, tais como estradas, portos, saneamento básico ou empreendimentos imobiliários para camadas mais pobres da população. Geralmente, esses tipos de projetos necessitam de grande volume de recursos financeiros, que as empresas ou investidores não teriam condições de levantar sozinhas sem contar com a participação governamental. Os governos, para levantarem recursos, utilizam-se da emissão de títulos públicos. Esses títulos podem ser negociados nas bolsas de valores. O levantamento de recursos privados, por meio da emissão de títulos, elimina a necessidade (pelo menos no curto prazo) dos governos sobretaxarem seus cidadãos e, desta maneira, as bolsas de valores estão ajudando indiretamente no financiamento do desenvolvimento.

O que é Ibovespa?


O Índice Bovespa é um dos mais importantes indicadores do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro, na medida em que o índice procura representar o comportamento dos principais papéis listados e negociados na BOVESPA. Além disso, vale destacar que a credibilidade do IBOVESPA advém do fato do índice possuir uma longa história de integridade de sua série histórica, sem sofrer nenhum tipo de modificação metodológica desde a sua implementação em 1968.

Na prática o IBOVESPA é o valor atual, em moeda corrente de uma carteira teórica de ações constituída em 02 de janeiro de 1968, a partir da aplicação hipotética de 100 unidades monetárias da época. A metodologia do índice assume o pressuposto de nenhum investimento adicional foi efetuado, considerando-se somente os ajustes efetuados em decorrência da distribuição de proventos pelas empresas emissoras – dividendos, bonificações, juros de capital próprio, etc. Assim, o índice reflete as variações de preços das ações e o impacto da distribuição dos proventos, se traduzindo num medidor que reflete o retorno total da carteira de ações que ele representa. Em outras palavras, o Índice Bovespa reflete o comportamento médio das principais ações negociadas no mercado à vista nos pregões da BOVESPA, servindo como um dos indicadores médio do comportamento do mercado acionário.

Em termos de representatividade, o IBOVESPA busca apresentar uma configuração que espelhe com a máxima fidelidade o real comportamento das ações negociadas no mercado à vista. Assim, as ações componentes da carteira teórica do IBOVESPA são responsáveis por mais de 80% do número de negócios e do volume financeiro no mercado à vista da BOVESPA. Além disso, as empresas emissoras das ações integrantes da carteira teórica representam, em média, cerca de 70% do somatório da capitalização de todas as empresas listadas na BOVESPA.

A carteira teórica do IBOVESPA é formada pelas ações que atenderam cumulativamente aos seguintes critérios, com relação aos doze meses anteriores à formação da carteira: i) estar incluída em uma relação de ações cujos índices de negociabilidade somados representem 80% do valor acumulado de todos os índices individuais; ii) apresentem participação, em termos de volume, superior a 0,1% do total; iii) ter sido negociada em mais de 80% do total de pregões do período. Dentro dessa metodologia, a cada quadrimestre a carteira teórica do IBOVESPA é reavaliada, visando manter a sua representatividade ao longo do tempo. Em tais reavaliações, identificam-se as alterações na participação relativa de cada ação no índice, bem como sua permanência ou exclusão, além é claro, das novas inclusões. Vale destacar que as ações que não atenderem simultaneamente a dois dos três critérios definidos para a inclusão são excluídas do IBOVESPA. A carteira teórica tem vigência de quatro meses, vigorando para os períodos janeiro-abril, maio- agosto e setembro-dezembro.

A Bolsa de São Paulo calcula o índice em tempo real, considerando os preços dos últimos negócios efetuados no mercado à vista com ações componentes da sua carteira, sendo divulgado pela rede de difusão da própria bolsa e por terceiros, sendo possível, dessa forma, acompanhar on line seu comportamento. Atualmente, a carteira do IBOVESPA é composta por 54 ações, sendo Petrobrás, Vale, Usiminas, Telemar, CSN, Gerdau S.A, Caemi e Bradesco as que possuem maior peso na composição do índice.

Fundos DI: O custo do fundo DI
Hoje em dia há um enorme número de fundos de investimento. Predominam os fundos que investem em títulos de dívida de empresas, bancos e, principalmente, do governo. São os chamados fundos de renda fixa, embora o nome não corresponda muito bem aos títulos que de fato compõem tais fundos. Foi o tempo em que a maioria dos títulos de dívida realmente ofereciam uma “renda fixa” no mercado brasileiro.

Atualmente, o rendimento da maioria dos títulos é determinado somente no seu vencimento ou no aniversário de pagamento do rendimento, quando é calculado o juro segundo uma fórmula pré-estipulada, que pode envolver índices de inflação, a variação do dólar ou, na maior parte dos casos, o valor acumulado de uma taxa de juros, como as taxas DI ou SELIC.

A maior parte dos fundos brasileiros investe somente em ativos de renda fixa, que constituem mais de 90% do patrimônio agregado dos fundos de investimento. Os fundos referenciados ao DI são o tipo mais popular de fundo de renda fixa.

Os fundos DI são oferecidos por grande parte dos administradores de investimento, particularmente por aqueles ligados aos grandes bancos. Pode-se dizer, sem exagero, que o fundo DI é a espinha dorsal da indústria de fundos brasileira. Ainda assim, há alguns mal entendidos a respeito deles.

Por exemplo, os investidores muitas vezes não sabem que as taxas de administração cobradas pelos fundos variam muito entre instituições e, principalmente, na mesma instituição. Os investidores podem, também, não notar que os fundos DI são muito parecidos entre si. Os fundos investem, predominantemente, em títulos do Tesouro Nacional que oferecem taxas pós-fixadas, atreladas à taxa SELIC, em títulos privados pós-fixados, como os CDB emitidos pelos bancos, com remuneração atrelada à taxa do CDI.

A taxa de administração difere entre fundos de uma mesma instituição em função do tipo de público a que se destina o fundo. Por exemplo, fundos DI com investimento mínimo elevado cobram taxas de administração mais baixas do que fundos DI que permitem investimento mínimo baixo, como é o caso dos fundos DI disponíveis para os clientes de varejo bancário, particularmente para pequenos poupadores. Entretanto, a taxa de administração faz muita diferença no longo prazo. Elas podem variar de menos de 0,5% ao ano até mais do que 4% ao ano para fundos DI.

Na realidade, não há vários fundos DI em uma mesma instituição. De fato, os fundos comercializados investem em quotas de um grande fundo DI administrado pela instituição. Todos os investidores estão no mesmo avião, tanto os que pagam menos de 0,5%, quanto os que pagam mais de 4%. Só que cada um pagou um valor diferente pela viagem. Portanto, você deve estar sempre atento à oportunidade de trocar de fundo, passando a pagar uma taxa de administração mais baixa.

A conta investimento facilitou esta troca. Se você investe em fundos DI, veja seu saldo e converse com a sua instituição financeira. Pode haver a possibilidade de pagar uma taxa de administração menor sem que você seja penalizado por esta troca. Se você pensa em investir em fundos DI, examine as taxas de administração cobradas e o investimento mínimo dos fundos que lhe interessam. Sempre é possível juntar dinheiro temporariamente em um fundo que cobra taxas mais altas visando passar para o de taxa mais baixa assim que possível. Finalmente, em geral é verdade que as taxas cobradas por administradores de investimento ligados a grandes bancos sejam mais elevadas que as taxas cobradas por administradores independentes. Portanto, pesquise.

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sábado, 3 de outubro de 2009

Projeto de Vida

Irei aqui apresentar 2 formas de fazer um projeto de Vida.
Acho que da para juntar os 2 e fazer um bom planejamento para você.


1º Projeto de Vida

Uma abordagem objetiva do seu sucesso pessoal

"E ao final vão lhe perguntar:
o que é que você fez da sua vida?
e você? o que vai responder? nada?"
Tchekhov.


É muito importante para todos nós saber para onde vamos e como vamos chegar lá. As empresas de sucesso tem conseguido sobreviver e vencer, estabelecendo uma visão de futuro bem definida e estabelecendo estratégias para construir o sucesso esperado. As pessoas não são diferentes das empresas. Se olharmos por um ângulo mais amplo, vamos perceber que todos nós temos que definir de maneira clara a nossa VISÃO DE FUTURO e precisamos ter um PLANO DE AÇÃO que tornará real esta nossa visão.
O presente material foi desenvolvido com base em nossa experiência junto á empresas e grupos de pessoas que estão preocupadas em sobreviver e vencer. Se você está cansado de lutar sem ter muitos resultados, talvez seja porque você ainda não tem seus horizontes claramente definidos. Este material não é uma fórmula mágica que irá resolver todos os seus problemas, ele na verdade vai ajuda-lo a construir o seu futuro. Se você leva-lo a sério e desenvolver a sua persistência, encontrará alguns caminhos que poderão conduzi-lo ao SUCESSO.
A seguir definirei alguns conceitos e apresentarei os mecanismos de construção de sua meta pessoal para o futuro.


"Cheguem até a borda, disse ele.
Eles responderam: - Temos medo!
Cheguem até a borda, ele repetiu.
Eles chegaram, ele os empurrou...
e eles VOARAM..."
Guilherme Apollinari
Vamos Começar ????


1o PASSO: Como conseguir transformar seus sonhos em metas? Antes, você deve planejar a sua vida, planejando o que será feito daqui a 1 ano, 5 anos, 10 anos. Pois isso força a pessoa a seguir o combinado. Defina suas metas para o ano de 1999 nos campos ESPIRITUAL, SOCIAL/FAMILIAR e PROFISSIONAL.
Neste momento é importante definir a meta de forma clara e objetiva. Diga o que quer alcançar de maneira detalhada. Exemplos.:

•Fazer um curso intensivo de Inglês até o dia 31 de Dezembro de 1999.
•Dedicar um dia inteiro da semana para minha família
•Desenvolver atividades físicas durante três vezes na semana
•Ler um livro por mês
•Comprar um terreno para a construção de minha casa de praia
Lembre-se: A meta deve ser sua, não se deve seguir a meta que impõem a você.


2o PASSO: Usando o formulário MEU DIAGNÓSTICO, que está no final deste trabalho, realize uma avaliação sincera de todas as condições que o cercam e defina quais são as circunstâncias que podem ajudar ou atrapalhar o atingimento de suas metas. Agora em diante, a única certeza é que a mudança e o volume de informações cresce exponencialmente. A única vantagem que você tem em relação ao seu competidor é a capacidade de aprender mais rápido e mudar.
Para isto, é preciso que você esteja familiarizado com os seguintes conceitos:
AMEAÇAS: São todas as circunstâncias EXTERNAS que podem prejudicar o atingimento de suas metas.
Exemplos:
•Desemprego
•Violência
•Pressão de grupos
•Preconceito religioso
•Preconceito racial
•Inveja

OPORTUNIDADES: Circunstâncias EXTERNAS que podem facilitar o atingimento de suas metas.

Exemplos:
•Facilidade de acesso à informação/cultura
•Tempo disponível para estudar.
FORÇAS: Características PESSOAIS que podem facilitar o atingimento de suas metas.

Exemplos:
•Vontade de vencer
•Entusiasmo
•Perseverança
•Espiritualidade
•Facilidade de comunicar-se

FRAQUEZAS: Características pessoais que podem prejudicar o atingimento de suas metas. Exemplos:
•Preguiça
•Traumas de infância
•Auto-suficiência
•Insegurança
•Timidez
•Descontrole financeiro


3o PASSO: Uma vez que você tenha realizado seu diagnóstico, procure analisar criticamente todas as suas dificuldades:
AMEAÇAS: Pense no que você poderia fazer para neutraliza-las. De que forma você tem lidado com elas? Elas realmente interferem no seu dia-a-dia? Será que você está dando demasiada importância para elas? Será que você tem dado oportunidades para seus opositores influenciá-lo?

OPORTUNIDADES: Aproveite-as o máximo que você puder. Potencialize-as. Conheça pessoas que podem ajudá-lo. As pessoas são nosso mais valioso patrimônio. São o que chamamos de CAPITAL SOCIAL. Conselhos, exemplos, situações, problemas, tudo pode ser oportunidade de APRENDIZADO. Esteja pronto para agir. Um jogador de Xadrez quando move uma peça, ele o faz, já sabendo pelo menos 5 lances possíveis do seu adversário. Conheça os cenários que o cerca.

FORÇAS: Você foi criado por DEUS. Ele se preocupou em dota-lo de um conjunto de recursos para sua sobrevivência e felicidade. Identifique suas forças, suas características pessoais positivas, resgate todas as suas experiências de vida, as boas e as ruins, veja quais foram as lições que você aprendeu com elas. Use-as em seu benefício e das outras pessoas.

FRAQUEZAS: Tenha consciência de que elas existem. Procure conhece-las e avalie se elas realmente tem algum fundamento. Livre-se dos fantasmas do passado. Avalie seu grau de AUTO-ESTIMA.
Lembre-se: "Se você se concentra naquilo que você não quer em vez de se concentrar naquilo que você quer é o mesmo se estivesse dirigindo um automóvel olhando somente o espelho retrovisor. Você sabe de onde você esta vindo, mas não sabe para onde vai."


4o PASSO: Monte seu plano de ação
Usando os formulários PLANO DE AÇÃO que estão no final deste trabalho, detalhe as ações a partir de um projeto definido. O importante é ter consciência de que você não precisa estabelecer numerosas metas para o ano. Comece com metas realistas e desafiadoras. Quando o empreendimento é muito grande devemos dividi-los em pequenas metas. Escreva-as de maneira objetiva e detalhada, para que você possa acompanha-las permanentemente.

ADMINISTRE O SEU TEMPO E SEUS RECURSOS
Olhe para todas as coisas que consomem seu tempo e/ou dinheiro e, pergunte-se: Isso realmente é necessário? Se a resposta for negativa, não perca tempo nem dinheiro com isto.
A seguir, exemplificaremos cada campo do formulário, para ajudá-lo no preenchimento.

Associe cada Número com cada coisa.
Ex:
1 com o 1 com o 1 com o 1
2 com o 2 com o 2 com o 2
3 com o 3 com o 3 com o 3
4 com o 4 com o 4 com o 4


Ex.:
1. Escolher bairro onde quero morar;
2. Verificar preço dos terrenos;
3. Definir programa de poupança
4. Dar entrada no terreno

Ex.:
1. Imediato
2. 12/01/2010
3. Imediato
4. 01/04/2010

Ex.:
1. Discutindo critérios com minha família
2. Consultando jornais, Imobiliárias, moradores e etc.;
3. Identificar todos os custos fixos, abrir poupança e apertar os cintos
4. Contrato com proprietário

Ex.:
1. Realizar reunião, comprometendo-os
2. Envolver as crianças
3. Abrir poupança programada sem facilidades de saque
4. Assinar notas promissórias ou cheques pré-datados


5o PASSO: Comece LOGO. Se você estabelecer um prazo de início muito longo, você poderá não começar. Cuidado com suas FRAQUEZAS. Estude atentamente suas estratégias e reavalie sempre. Avalie periodicamente suas ações e corrija seu plano de acordo com as suas avaliações.

2º Projeto de Vida

O Projeto Você
Quais são suas prioridades? O que você quer ser em cinco anos? Aprenda, passo a passo, a fazer o projeto da sua vida.

Paul Campbell Dinsmore / Márcia Rocha e Maria Tereza Gomes
Marca Você, Empregabilidade, A Empresa é Você. Nos anos 90, estas expressões anunciaram a chegada de um profissional desprendido, meio nômade, que muda de empresa em razão de novos projetos e desafios.Na teoria, parece perfeito. Afinal, quem não gostaria de pautar sua trajetória no trabalho por seus desejos pessoais? Na prática, porém, as coisas são um pouco mais complicadas, porque exigem que você assuma de vez as rédeas de sua carreira.Acontece que não é possível cuidar da carreira sem se preocupar com sua vida como um todo. Isso é óbvio,mas é justamente nesse ponto que muita gente se atrapalha. As pessoas costumam pensar trabalho e vida pessoal como se fossem duas coisas distintas, quando, na verdade, não são. Em outras palavras, mais que um projeto profissional, você precisa de um projeto de vida. Exatamente como ocorre no trabalho, sua vida é um projeto, pois começa, termina e é única. Ela consiste numa série de fases inter-relacionadas, possui limitações de custo e de tempo e tem na qualidade um parâmetro altamente desejável. E, como os projetos corporativos, seu projeto é único, não se repete. Quer motivo melhor para planejar tudo com o maior cuidado?
Pense em sua vida como um projeto integrado, que envolve trabalho e família, suas atividades e vontades, o que você já fez e o que ainda deseja realizar. Seu projeto pessoal precisa de metodologia, revisão constante e flexibilidade para incorporar os ajustes que se tornam necessários com o tempo. E as analogias com o mundo corporativo não param por aí: para montar seu projeto, minha sugestão é que você use uma metodologia adotada em grandes empresas. Estou falando do Guide to the PMBOK — Project Management Body of Knowledge (em português, seria algo como guia ao universo de conhecimento em gerência de projetos), publicação do Project Management Instituí (PMI), organização internacional sediada na Pensilvânia, Estados Unidos. Trata-se da bíblia da gestão de projetos das grandes corporações. Seguindo as orientações do PMBOK, é possível gerenciar o Projeto Você e manter o controle de seu rumo independentemente de tempos turbulentos.

PASSO 1: descubra quem é você

No seu projeto de vida, o recurso humano vital é você mesmo. Por isso, saber quem você é marca o ponto de partida. Claro que isso não é uma tarefa fácil, mas as perguntas a seguir podem ajudá-lo a fazer essa reflexão:
• Quais são meus valores básicos?
• Quais são meus pontos fortes?
• No que preciso melhorar?
• Quais as oportunidades que poderei aproveitar?
• O que ameaça meus planos?
• Quanto de meu tempo vivo no passado, remoendo ou analisando fatos que já ocorreram?
• Da mesma maneira, quanto de meu tempo me dedico a pensar no futuro, sonhando, imaginando,
esperando e planejando?
• E quanto ao presente?

PASSO 2: coloque sua missão no papel

Além de saber quem você é, conhecer o porquê de sua vida é outro ponto fundamental na construção de seu projeto. Se a visualização de seu sonho pessoal é cristalina, otimista e motivadora, ela facilmente se traduzirá numa missão pessoal que o lançará em direção às suas metas. Por outro lado, se a imagem é nebulosa e vaga, é provável que sua missão pessoal fique confusa, bloqueando assim o caminho para você conseguir o que deseja. Veja a seguir um exemplo feliz de missão pessoal — leia e inspire-se para fazer a sua. Minha missão é viver em paz e gerar prosperidade espiritual e material para mim, meus filhos, minha família, meus colegas de trabalho e as pessoas ao meu redor, por meio do bom exemplo, do comportamento amoroso e centrado e da busca de excelência profissional e pessoal.

PASSO 3: faça parcerias

Não se iluda achando que será possível cumprir sozinho sua missão pessoal. Exatamente como acontece
nas empresas, você também precisa de quem o apóie — na linguagem corporativa, é o que se chama de
stakeholders. Na vida, os principais são os stakeholders campeões — pais, parentes, chefes e parceiros,
Pessoas que o influenciam muito. O segundo tipo de parceiro é o stakeholder participante. Ao longo da vida, você fará parte de inúmeras equipes, formadas pelos amigos de infância, pelos pares de uma associação ou por colegas de trabalho. Finalmente, vêm os stakeholders terceiros, aqueles que são contratados para apoiarsua causam. O corretor de imóveis, que vai ajudá-lo a realizar o sonho de compra da casa própria, é um deles.
Seu sucesso depende da qualidade de suas interações com os stakeholders. Para gerenciar plenamente
Esses contatos, liste todas as pessoas que o influenciam hoje e que poderão fazê-lo no futuro. Ao lado dos nomes, relacione ações concretas para aproveitar melhor esses contatos. Lembre-se de colocar datas para realizar as ações e de fazer uma revisão trimestral do plano de gerenciamento dos stakeholders.

PASSO 4: crie uma visão para sua vida

Agora que você já sabe quem você é, qual é sua missão e quem pode ajudá-lo a cumpri-la, é hora de
Estabelecer que metas você pretende atingir em determinado período de tempo. Essa é sua visão de futuro,que pode ser escrita em uma frase ou, no máximo, em um parágrafo. Trata-se de um projeto de longo prazo que merece pelo menos quatro abordagens diferentes.
1. Inicie com a visão de curto prazo fazendo projeções para daqui a três anos.
2. A visão de médio prazo ou dos próximos dez anos assegura continuidade e ajuda a visualizar o caminho a ser percorrido mais adiante.
3. A perspectiva de longo prazo, que vai até a aposentadoria, fornece a visão global de realizações a ser
alcançadas.
4. Por fim, pense nos anos dourados. Afinal, você também precisa viver bem essa etapa de sua vida.
Nenhum desses planos, no entanto, é definitivo. As circunstâncias da vida mudam. Logo, é necessário fazer uma revisão anual das quatro visões. O que você precisa fazer para atingir os objetivos que definiu?
Desmembre sua vida em grandes blocos, como família, saúde e lazer (qualidade de vida), educação e
Desenvolvimento profissional, carreira e finanças pessoais. Outra divisão é corpo, mente, espírito e coração.
Cada um dos blocos deve ser subdividido em itens menores até um nível de detalhamento suficiente para
desenvolver um plano de ação.

PASSO 5: gerencie o tempo

Algumas pessoas lidam naturalmente com o fator tempo. Outras, não. Um bom jeito de melhorar a utilização desse recurso escasso é a matriz do tempo. Ela ajuda a diferenciar os assuntos importantes dos urgentes.Importantes são aqueles projetos que têm influência direta sobre os resultados que você quer atingir. Os urgentes se caracterizam por premência temporal, mas não têm necessariamente importância. As crises acontecem quando um assunto é, ao mesmo tempo, importante e urgente. No trabalho, seria o equivalente a atrasar uma entrega para seu principal cliente.
Existem, porém, situações que exigem planejamento e controle: são importantes, mas não carregam a
bandeira vermelha da urgência, caso do desenvolvimento pessoal e profissional. Outros assuntos não são
importantes, mas são urgentes. Telefonemas e e-mails são alguns. Por fim, há as que desperdiçam tempo e não são nem importantes nem urgentes: a mania de perfeição é uma delas.
Em geral, ficamos presos às crises, enquanto o planejamento é sugado pelas trivialidades e desperdícios.
Isso acaba produzindo mais crises. A solução para quebrar esse ciclo é se concentrar nos assuntos importantes, o que tenderá a atenuar os efeitos dos estranguladores do tempo. Primeiro, planeje o seu tempo e, depois, o trabalho. Organize seu dia em blocos e estabeleça prioridades. Imagine outra forma de lidar com assuntos de menor importância: delegue, reorganize, elimine ou simplesmente deixe para fazer depois.Enfim, não adianta tentar fazer o tempo se expandir, porque isso não vai acontecer. O melhor é aprender gerenciá-lo.

PASSO 6: administre suas finanças

Relacione os aspectos financeiros de sua vida em períodos de cinco anos — são as metas macro. Depois,separe tudo em orçamentos detalhados anuais, as metas específicas. Esse trabalho inclui planejamento,estimativa, orçamento e controle:
• Determine que recursos (monetário, humano, material, intelectual) serão necessários para cada conjunto de atividades de sua vida.
• Estime os custos de cada grupo de atividades e estabeleça um plano para administrar os gastos.
• Faça o orçamento levando em conta seu plano de vida e as eventualidades que possam aparecer. Portanto,é aconselhável orçar para cima uma porcentagem contingencial de 10% a 20%.
• Controle os custos rastreando os gastos e comparando-os às previsões de seu orçamento. O segredo é
fazer mensalmente a previsão do fluxo de caixa para os próximos três meses e segui-la à risca. Se há déficit entre o que você pretende gastar no futuro e o que ganha agora, é necessário gerar receita adicional. Aí, as alternativas podem ser abrir um negócio, ter um segundo emprego ou fazer investimentos, por exemplo.

PASSO 7: conte com os riscos

Na vida particular, assim como nos projetos corporativos, os riscos existem e precisam ser gerenciados. Para isso, adote o modelo usado nas grandes empresas e comece identificando os riscos e tentando prever de onde eles podem vir. Há riscos relacionados à saúde, a questões financeiras, a catástrofes de força maior, entre outros. Tenham em mente os riscos que podem afetar você e desenvolva respostas adequadas a eles.Adquirir um bom plano de saúde e apólices de seguro é um bom jeito de lidar com essas ameaças. Só não se esqueça de reavaliar suas apólices de tempos em tempos. Afinal, como diz o ditado: o seguro morreu de velho.

PASSO 8: junte todas as peças

Os fundamentos para gerenciar seu projeto de vida você já viu. Agora, é preciso fazer com que todas as
áreas sejam gerenciadas ao mesmo tempo. Um deslize em uma delas é suficiente para iniciar um efeito
dominó nas outras. Tanto nos projetos corporativos como na vida existe uma conexão íntima entre todas as áreas. Comece juntando as partes do Projeto Você num único documento. Siga os planos traçados, usando ferramentas como agendas eletrônicas ou computadores de mão para conseguir se organizar melhor. E, já que as mudanças são inevitáveis, trate de fazer planos que tenham elasticidade suficiente para ser alterados. Por fim, não se esqueça de que nenhum projeto de vida vale a pena se não tiver qualidade. Em outras palavras: você tem obrigação de ser feliz.

Técnica relâmpago para escrever sua visão
Em menos de 15 minutos, você pode escrever sua visão de vida. O documento deve responder aonde você quer chegar em determinado período. Use um despertador para se manter no horário estipulado (a pressão do tempo faz parte do processo). Procure um lugar tranqüilo onde não será interrompido:
• Reflita sobre sua missão (1 minuto): o que você quer fazer na vida e como isso afetará sua visão? Caso
ainda não tenha escrito sua missão, escreva-a agora, em 2 minutos, sem se preocupar em aperfeiçoar texto.
• Visão de seis meses (2 minutos): pense livremente e anote telegraficamente o que gostaria de alcançar
nesse período. No fim, em 1 minuto adicional, faça uma revisão nas anotações para não haver dúvidas no
futuro.
• Visão de dois anos (2 minutos): faça o mesmo exercício para dois anos. Assinale a data final do período.
Anote seus pensamentos, sem censurá-los, sobre o que gostaria de realizar nesses dois anos. Por último,
revise as anotações.
• Visão de sete anos (2 minutos): faça o mesmo exercício de antes pensando em tudo o que gostaria de
realizar até o final de sete anos. Depois, revise as anotações.
• Revise todas as anotações nos 2 minutos finais. Guarde-as em lugar seguro.
• Após três semanas, faça uma revisão geral. Finalize a redação e passe a usar esses planos como “pano de fundo” para o projeto de sua vida.

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Vilfredo Pareto

Vilfredo Pareto (Paris, 15 de Julho de 1848 — Céligny, 19 de Agosto de 1923) foi político, sociólogo e economista italiano.

Biografia
A família de Vilfredo Pareto, originária da Ligúria, detinha o título de nobreza desde o início do século XVIII. Seu avô, Giovanni Benedetto Pareto, foi nomeado Barão do Império por Napoleão em 1811. Seu pai, recebeu asilo em Paris devido às suas idéias republicanas e antipiemontesas. Lá se casou com Marie Méténier, sua mãe.
Em 1867 a família de Pareto volta à Itália onde este conclui os estudos secundários clássicos e estudos científicos na Universidade Politécnica de Turim.
Durante o período de 1874 e 1892 vive em Florença, tendo sido engenheiro ferroviário e Diretor-Geral das estradas de ferro italianas. Nesta época também participa daSociedade Adam Smith em Florença e junto a esta em manifestações contra o socialismo de Estado, o protecionismo e o militarismo do governo italiano. Era adepto, na época, da democracia e do liberalismo. Em 1882 é candidato ao cargo de deputado sem sucesso.
Em 1889 casa-se com Alessandra Bakunin.
Entre 1892 e 1894 publica estudos sobre os princípios fundamentiais da economia pura, entre outros pontos da teoria econômica. Em 1892, após contato com L. Walras, este o indica para tomar seu lugar na cadeira de economia política da Universidade de Lausanne. Em 1893 assumiria o cargo.
Em 1897 executou um estudo sobre a distribuição de renda. Através deste estudo, percebeu-se que a distribuição de riqueza não se dava de maneira uniforme, havendo grande concentração de riqueza (80%) nas mãos de uma pequena parcela da população (20%).
Depois de separar-se de Alessandra Bakunin em 1901, passa a viver com Jeanne Régis em 1902.
Apartir de 1907, por motivos de doença passa a reduzir, pouco a pouco, seu trabalho como professor.
Em 1923 Vilfredo Pareto é nomeado Senador do Reino da Itália. Publica então dois artigos nos quais se aproxima do fascismo recomendando aos adeptos desta ideologia uma atitude liberal.

Teorias
Economia
Pareto introduziu o conceito de ótimo de Pareto e ajudou o desenvolvimento da microeconomia com a idéia de curva de indiferença.
A partir de então, tal princípio de análise, conhecida com Lei de Pareto, tem sido estendido a outras áreas e atividades tais como a industrial e a comercial, sendo mais amplamente aplicado a partir da segunda metade do século XX.

Sociologia
Na sociologia, Pareto contribuiu para a elevação desta disciplina ao estatuto de ciência. Sua recusa em atribuir um caráter utilitário à ciência, mas antes apontar para sua busca pela verdade independentemente de sua utilidade, o faz distinguir como objeto da sociologia as ações não-lógicas diferentemente do objeto da economia como sendo as ações lógicas.
A utilidade é o objeto das ações, enquanto que o da ciência é a verdade ao que Pareto se propõe a estudar de forma lógica ações não-lógicas, que, segundo ele, são as mais comuns entre os seres humanos. O homem para Vilfredo Pareto não é um ser racional, mas um ser que raciocina tão somente. Frequentemente este homem tenta atribuir justificativas pretensamente lógicas para suas ações ilógicas deixando-se levar pelos sentimentos.
A relação entre ciência e ação para Pareto se dá diretamente com as ações lógicas, uma vez que estas, ao se definirem pela coincidência entre a relação objetiva e subjetiva entre meios e fins (tal relação é verdadeira tanto objetivamente, constatada pelos fatos, quanto subjetivamente, presente na consciência humana, que conhece os fatos), está pautada pelo conhecimento das regularidades entre uma causa X e um efeito Y. No entanto, a ciência é limitada, ela conhece parte dos fatos e está em constante desenvolvimento, por isso, as ações baseadas nos conhecimentos produzidos por ela serem raras sendo mais frequentes as ações não-lógicas, que não conhecem a verdade dos fatos, mas que são baseadas nas intuições e emoções dos indivíduos e grupos.
Há, mesmo assim, probabilidades de sucesso nestas ações: aqueles que agem motivados por um ideal podem produzir efeitos objetivos na realidade, ainda que no curso de sua ação tenham que modificá-la para adaptá-la às circunstâncias até então desconhecidas.
É preciso, no entanto, ressaltar que a ciência não pode resolver os problemas impostos pela ação. Aquela não pode indicar quais os melhores fins para esta, pode somente indicar os meios mais eficazes para atingí-los uma vez escolhidos. A ciência, portanto, não se propõe a efetuar juízos de valor a respeito das ações individuais ou da organização social, não poderá solucionar seus problemas. Poderá sim criticá-los enquanto não-lógicos, ou seja, pautados numa relação falsa, não objetiva, entre meios e fins.

Gilberto Freyre


Gilberto de Mello Freyre (Recife, 15 de março de 1900 — Recife, 18 de Julho de 1987) foi um sociólogo, antropólogo,escritor e pintor brasileiro, considerado como um dos grandes nomes da história do Brasil.


Biografia
Filho de Alfredo Freyre, juiz e catedrático de Economia Política da Faculdade de Direito do Recife e de D. Francisca de Mello Freyre. Descendente de indígenas, espanhóis,portugueses e neerlandeses,[1] Gilberto Freyre inicia seus estudos freqüentando o jardim da infância do Colégio Americano Gilreath, em 1908. Faz seu primeiro contato com a literatura através das As Viagens de Gulliver. Todavia, apesar de seu interesse, não consegue aprender a escrever, fazendo-se notar pelos desenhos. Toma aulas particulares com opintor Telles Júnior, que reclama contra sua insistência em deformar os modelos. Começa a aprender a ler e escrever em inglês com Mr. Williams, que elogia seus desenhos.
Em 1909 falece sua avó materna, que vivia a mimá-lo por supor ser o neto retardado, pela dificuldade em aprender a escrever. Ocorrem suas primeiras experiências rurais de menino de engenho, nessa época, quando passa temporada no Engenho São Severino do Ramo, pertencente a parentes seus. Mais tarde escreverá sobre essa primeira experiência numa de suas melhores páginas, incluída em Pessoas, Coisas & Animais.
Freyre estudou na Universidade de Columbia nos Estados Unidos onde conhece Franz Boas, sua principal referência intelectual. Em 1922 publica sua tese de mestrado "Social life in Brazil in the middle of the 19th century" (Vida social no Brasil nos meados do século XIX,)dentro do periódico Hispanic American Historical Rewiew, volume 5. Com isto obteve o título Masters of Arts.Seu primeiro e mais conhecido livro é Casa-Grande & Senzala, publicado no ano de 1933. Em 1946, Gilberto Freyre é eleito pela UDN para a Assembléia Constituinte e, em 1964, apóia o golpe militar que derruba João Goulart. A seu respeito disse Monteiro Lobato:
O Brasil do futuro não vai ser o que os velhos historiadores disserem e os de hoje repetem. Vai ser o que Gilberto Freyre disser. Freyre é um dos gênios de palheta mais rica e iluminante que estas terras antárticas ainda produziram.
Ocupou a cadeira 23 da Academia Pernambucana de Letras em 1986.

Obras
 Casa-Grande & Senzala, 1933.
 Sobrados e Mucambos, 1936.
 Nordeste: Aspectos da Influência da Cana Sobre a Vida e a Paisagem..., 1937.
 Assucar, 1939.
 Olinda, 1939.
 O mundo que o português criou, 1940.
 A história de um engenheiro francês no Brasil,1941.
 Problemas brasileiros de antropologia, 1943.
 Sociologia, 1945.
 Interpretação do Brasil, 1947.
 Ingleses no Brasil, 1948.
 Ordem e Progresso, 1957.
 O Recife sim, Recife não, 1960.
 Vida social no Brasil nos meados do século XIX, (1964).
 Brasis, Brasil e Brasília, 1968.
 O brasileiro entre os outros hispanos, 1975.

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Émile Durkheim

Émile Durkheim (Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917) é considerado um dos pais da sociologia moderna. Durkheim foi o fundador da escola francesa de sociologia, posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É reconhecido amplamente como um dos melhores teóricos do conceito da coesão social.
Partindo da afirmação de que "os fatos sociais devem ser tratados como coisas", forneceu uma definição do normal e do patológico aplicada a cada sociedade, em que o normal seria aquilo que é ao mesmo tempo obrigatório para o indivíduo e superior a ele, o que significa que a sociedade e a consciência coletiva são entidadesmorais, antes mesmo de terem uma existência tangível. Essa preponderância da sociedade sobre o indivíduo deve permitir a realização desse, desde que consiga integrar-se a essa estrutura.
Para que reine certo consenso nessa sociedade, deve-se favorecer o aparecimento de uma solidariedade entre seus membros. Uma vez que a solidariedade varia segundo o grau de modernidade da sociedade, a norma moral tende a tornar-se norma jurídica, pois é preciso definir, numa sociedade moderna, regras de cooperação e troca de serviços entre os que participam do trabalho coletivo (preponderância progressiva da solidariedade orgânica).
A sociologia fortaleceu-se graças a Durkheim e seus seguidores. Suas principais obras são: Da divisão do trabalho social (1893); Regras do método sociológico(1895); O suicídio (1897); As formas elementares de vida religiosa (1912). Fundou também a revista L'Année Sociologique, que afirmou a preeminência durkheimiana no mundo inteiro.

Biografia
Émile Durkheim nasceu em Epinal, na Alsácia no dia 15 de abril de 1858. Descendente de uma família de rabinos. Iniciou seus estudos filosóficos na Escola Normal Superior de Paris, indo depois para Alemanha. Ainda moço decidiu não seguir o caminho dos familiares levando, pelo contrário, uma vida bastante secular. Em sua obra, por exemplo, explicava os fenômenos religiosos a partir de fatores sociais e não divinos. Tal fato não o afastou, no entanto, da comunidade judaica. Muitos de seus colaboradores, entre eles seu sobrinho Marcel Mauss formaram um grupo que ficou conhecido como escola sociológica francesa. Entrou na École Normale Supérieure em 1879 juntamente com Jean Jaurès e Henri Bergson. Durante estes estudos teve contatos com as obras de Augusto Comte e Herbert Spencer que o influenciaram significativamente na tentativa de buscar a cientificidade no estudo das humanidades. Suas principais obras são: Da divisão do trabalho social, As regras do método sociológico, O suicídio, Formas elementares da vida religiosa, Educação e sociologia, Sociologia e filosofia, e Lições de sociologia.

Pensamento
Durkheim formou-se em Filosofia, porém sua obra inteira é dedicada à Sociologia. Seu principal trabalho é na reflexão e no reconhecimento da existência de uma "Consciência Coletiva". Ele parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou Humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste.
A este processo de aprendizagem, Durkheim chamou de "Socialização", a consciência coletiva seria então formada durante a nossa socialização e seria composta por tudo aquilo que habita nossas mentes e que serve para nos orientar como devemos ser, sentir e nos comportar. E esse "tudo" ele chamou de "Fatos Sociais", e disse que esses eram os verdadeiros objetos de estudo da Sociologia.
Nem tudo que uma pessoa faz é um fato social, para ser um fato social tem de atender a três características: generalidade, exterioridade e coercitividade. Isto é, o que as pessoas sentem, pensam ou fazem independente de suas vontades individuais, é um comportamento estabelecido pela sociedade. Não é algo que seja imposto especificamente a alguém, é algo que já estava lá antes e que continua depois e que não dá margem a escolhas.
O mérito de Durkheim aumenta ainda mais quando publica seu livro "As regras do método sociológico", onde define uma metodologia de estudo, que embora sendo em boa parte extraída das ciências naturais, dá seriedade à nova ciência. Era necessário revelar as leis que regem o comportamento social, ou seja, o que comanda os fatos sociais.
Em seus estudos, os quais serviram de pontos expiatórios para os inícios de debates contra Gabriel Tarde (o que perdurou praticamente até o fim de sua carreira), ele concluiu que os fatos sociais atingem toda a sociedade, o que só é possível se admitirmos que a sociedade é um todo integrado. Se tudo na sociedade está interligado, qualquer alteração afeta toda a sociedade, o que quer dizer que se algo não vai bem em algum setor da sociedade, toda ela sentirá o efeito. Partindo deste raciocínio ele desenvolve dois dos seus principais conceitos: Instituição social e Anomia.
A instituição social é um mecanismo de proteção da sociedade, é o conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. As instituições são, portanto, conservadoras por essência, quer seja família, escola, governo, polícia ou qualquer outra, elas agem fazendo força contra as mudanças, pela manutenção da ordem.
Durkheim deixa bem claro em sua obra o quanto acredita que essas instituições são valorosas e parte em sua defesa, o que o deixou com uma certa reputação de conservador, que durante muitos anos causou antipatia a sua obra. Mas Durkheim não pode ser meramente tachado de conservador, sua defesa das instituições se baseia num ponto fundamental, o ser humano necessita se sentir seguro, protegido e respaldado. Uma sociedade sem regras claras (num conceito do próprio Durkheim, "em estado de anomia"), sem valores, sem limites leva o ser humano ao desespero. Preocupado com esse desespero, Durkheim se dedicou ao estudo da criminalidade, do suicídio e da religião. O homem que inovou construindo uma nova ciência inovava novamente se preocupando com fatores psicológicos, antes da existência da Psicologia. Seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da obra de outro grande homem: Freud.
Basta uma rápida observação do contexto histórico do século XIX, para se perceber que as instituições sociais se encontravam enfraquecidas, havia muito questionamento, valores tradicionais eram rompidos e novos surgiam, muita gente vivendo em condições miseráveis, desempregados, doentes e marginalizados. Ora, numa sociedade integrada essa gente não podia ser ignorada, de uma forma ou de outra, toda a sociedade estava ou iria sofrer as conseqüências. Aos problemas que ele observou, ele considerou como patologia social, e chamou aquela sociedade doente de "Anomana". A anomia era a grande inimiga da sociedade, algo que devia ser vencido, e a sociologia era o meio para isso. O papel do sociólogo seria, portanto, estudar, entender e ajudar a sociedade.
Na tentativa de "curar" a sociedade da anomia, Durkheim escreve "Da divisão do trabalho social", onde ele descreve a necessidade de se estabelecer uma solidariedade orgânica entre os membros da sociedade. A solução estaria em, seguindo o exemplo de um organismo biológico, onde cada órgão tem uma função e depende dos outros para sobreviver, se cada membro da sociedade exercer uma função na divisão do trabalho, ele será obrigado através de um sistema de direitos e deveres, e também sentirá a necessidade de se manter coeso e solidário aos outros. O importante para ele é que o indivíduo realmente se sinta parte de um todo, que realmente precise da sociedade de forma orgânica, interiorizada e não meramente mecânica.

Principais obras
 Da divisão do trabalho social, 1893;
 Regras do método sociológico, 1895;
 O suicídio, 1897;
 As formas elementares de vida religiosa, 1912;

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Pesquisas com células-tronco embrionárias são liberadas

A Lei de Biossegurança foi sancionada por Lula em 2005. Desde então, uma ação de inconstitucionalidade e um pedido de vistas do julgamento movimentaram o debate em torno das células-tronco embrionárias no Brasil. Em 29 de maio, as pesquisas foram liberadas no Supremo Tribunal Federal, por 6 votos contra 5

A POLÊMICA
Por seis votos contra cinco, o STF - Supremo Tribunal Federal liberou, no dia 29 de maio de 2008, as pesquisas científicas com células-tronco embrionárias. O julgamento, tido como um dos mais importantes da história do STF começou em março de 2008 e foi interrompido por um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Foi reiniciado em 28 de maio e trouxe de volta à população brasileira os impasses entre a pesquisa científica e os preceitos religiosos.

Como a retirada de células-tronco do embrião geralmente acarreta a sua destruição, o ponto central dos debates é: fazer pesquisas com essas células significa interromper uma vida em desenvolvimento? E quando, afinal, tem início a vida humana?

Enquanto a Igreja Católica defende que é no instante da fecundação, a maioria da comunidade científica acredita que seja a partir do 14º dia de gestação - quando é formado o sistema neural do embrião. Há especialistas que acreditam que a vida comece em outros momentos da gravidez, e, ainda, existe quem defenda que a vida inicia apenas no ato do nascimento.

Essas dúvidas permearam as falas dos ministros do STF que, como lhes era de dever, tentaram abordá-las à luz da Constituição brasileira - que protege o direito à vida e a dignidade da pessoa humana. Ainda assim, a legislação permite diferentes leituras, e isso ficou explícitas nas acalouradas discussões ocorridas entre os 11 ministros que julgaram o caso.

AS CÉLULAS
As células-tronco adultas, encontradas na medula óssea e no sangue do cordão umbilical, também são objeto de estudo dos cientistas. Mas elas não envolvem polêmicas porque não implicam, em nenhuma interpretação, no impedimento à vida. Já as células-tronco embrionárias existem apenas nos primeiros estágios de formação de um organismo, e a sua retirada geralmente destrói o embrião.

Elas são o foco da comunidade científica porque têm o potencial de se transformar em qualquer célula ou tecido de um organismo. São, portanto, as mais promissoras para o estudo e o tratamento de doenças degenerativas, tais como o mal de Parkinson e o mal de Alzheimer. Ainda podem significa avanços no tratamento da osteoporose, do diabetes, de traumas na coluna, na recuperação de áreas infartadas e da visão, no caso de pessoas com problemas na retina.

Os cientistas apontam como quase incalculáveis as possibilidades de pesquisa. Porém, sabem que as perspectivas são a de um longo processo: para as células se tornarem úteis em terapias degenerativas, é necessário que sejam elaborados métodos de controle do seu desenvolvimento. A liberação para as pesquisas é, portanto, apenas o primeiro passo.

Explica o Doutor José Roberto Goldim:
As novas pesquisas com células tronco, ou também denominadas de células-mãe ou ainda células estaminais, têm despertado um grande debate. O primeiro relato de pesquisa em células tronco utilizando células embrionárias humanas foi publicado em 1998 pela equipe do Prof. James A. Thomson, da Universidade de Wisconsin/EUA. Neste mesmo ano, a equipe do Prof. John D. Gearhart, da Universidade Johns Hopkins, realizou pesquisas com células tronco fetais humanas.
Vários segmentos da população tem assumido uma posição contrária a este tipo de pesquisas, pois afirmam que o bem da sociedade não pode ser obtido a partir da morte de alguns indivíduos, mesmo que ainda em fase embrionária. A Igreja Católica Romana tem defendido esta posição, igualmente aceita por muitos cientistas e filósofos não vinculados a ela, de que a vida de uma pessoa tem início na fecundação, desta forma não há justificativa eticamente adequada para tal tipo de pesquisa. A Igreja da Escócia, de orientação cristã protestante, também defende esta mesma posição, mas aceita, desde 1996, a realização de pesquisas com embriões, desde tenha por objetivo solucionar situações de infertilidade ou decorrentes de doenças genéticas. Este posicionamento de defender o primado do indivíduo sobre a sociedade remonta a Claude Bernard, que afirmou em 1852, que:
O princípio da moralidade médica e cirúrgica é nunca realizar um experimento no ser humano que possa causar-lhe dano, de qualquer magnitude, ainda que o resultado seja altamente vantajoso para a sociedade.

O potencial de aplicações médicas desta nova fronteira de conhecimento - a utilização de células tronco para produzirem materiais biológicos - tem sido utilizado como justificativa moral para esta prática. Os que defendem a realização de pesquisas com células tronco embrionárias humanas utilizam o raciocínio moral de que um bem social, que será útil para muitas pessoas que sofrem de doenças hoje incuráveis, se sobrepõe ao de um indivíduo. Ainda mais quando este indivíduo é um embrião em fases iniciais. Muitas pessoas não reconhecem o status de indivíduo para os embriões em estágios iniciais, tanto que utilizam a denominação de pré-embrião, que foi proposta no Relatório Warnock, em 1984. Várias personalidades do meio político, artístico e científico tem se posicionado neste sentido. O Prof. Paul Berg, criador da técnica do DNA recombinante e propositor da moratória de pesquisas de Asilomar, única que efetivamente teve seu resultado atingido, defende a idéia de que os embriões congelados e não utilizados para fins reprodutivos, quando atingirem o limite de sua validade de uso legal devem servir como material para pesquisas. Esta posição, de que o bem da sociedade pode estar acima do indivídual já havia sido proposta por Charles Nicolle, que foi diretor do Instituto Pasteur, na Tunísia. Uma citação utilizada por Tereza R. Vieira exemplifica esta posição:
A consciência humana, as leis, a humanidade, a consciência dos médicos condenam a experimentação no homem, mas ... ela é sempre feita, se faz e se fará por ser indispensável ao progresso da ciência médica para o bem da humanidade.
O impedimento de utilizar embriões neste tipo de pesquisa não inviabiliza a investigação do uso de células tronco para fins terapêuticos. As células tronco, ou stem cells, podem ser obtidas de outras fontes que não embriões. Em experimentos animais já foi possível obter células diferenciadas de fígado. Estas pesquisas também podem ser realizadas com células obtidas a partir da medula óssea humana ou de células de cordão umbilical. O argumento utilizado é que a s células embrionárias são mais promissoras. A utilização de células tronco adultas com o objetivo de recuperar tecido miocárdico já esta sendo realizada em seres humanos em vários centros de pesquisa.
Em agosto de 2000, o Reino Unido aprovou a realização destas pesquisas em embriões. As regras norte-americanas atuais são mais restritivas que as britânicas, contendo, inclusive, algumas incoerências morais. Uma delas é a de permitir o uso de células embrionárias provenientes de embriões produzidos específicamente para este fim, desde que as mesmas sejam retiradas em laboratórios sem subvenção federal norte-americana. Esta posição repete a já ocorrida anteriormente na década de 1970, quando foi proibida a utilização de recursos federais para pesquisas em embriões visando a reprodução assistida. Esta proibição não impediu a realização de pesquisas nesta área e forçou a migração de pesquisadores para laboratórios privados e para o exterior. A proposta preliminar destas diretrizes foram discutidas com a população norte-americana desde dezembro de 1999. A Igreja Católica reiterou a sua condenação para tal tipo de liberação, considerando estas pesquisas como "ilícitas". Na Austrália foi proposta uma lei que propõe apenas a utilização de células embrionários oriundas de embriões gerados para fins reprodutivos antes de 5 de abril de 2002 e não utilizados. Será proibida a clonagem terapêutica e reprodutiva, assim como a geração de quimeras humanas ou a produção de embriões com material genético oriundo de mais de duas pessoas. A Costa Rica, por sua vez, não aceita qualquer tipo de pesquisa em embrião. No Brasil, aLei de Biossegurança incluiu a questão da pesquisa em células tronco, em uma legislação bastante confusa. Por esta Lei, é possível utilizar embriões produzidos para fins reprodutivos e que já estavam congelados anteriormente a 2005. São diferentes reações frente ao desconhecido, incerteza e risco dos novos conhecimentos. O que chama a atenção é a utilização de duplo-standard, ou seja, utilizar critérios diferentes para situações iguais, ferindo o Princípio da Justiça.
Ao longo de 2001 foram publicados vários artigos em diferentes periódicos leigos e de divulgação científica defendendo e negando a pesquisa em células tronco embrionárias. Na revista Correio da UNESCO foi publicado um artigo sobre o tema com uma grande preocupação sobre a possibilidade de envolvimento econômico na obtenção de gametas e embriões para a produção de células tronco. A revista TIME, de 25 de junho de 2001, publicou um artigo defendendo a pesquisa em células tronco embrionárias, assim como o New York Times, que dedicou um editorial neste sentido em 15 de julho de 2001.
A surpresa foi a publicação de um artigo científico em julho de 2001, na revista Fertility and Sterility, apresentando os resultados de uma pesquisa com células tronco embrionários realizada com óvulos e espermatozóides obtidos para fins não reprodutivos. Os pesquisadores pagaram US$1.000,00 para as mulheres que cederam seus óvulos e US$50,00 para os homens que cederam espermatozóides. O investigador principal Gary Hodgen já havia abandonado o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, quando houve a proibição para pesquisa em embriões para fins reprodutivos, indo trabalhar no Jones Institute for Reproductive Medicine, vinculado a Eastern Virginia Medical School, em Norfolk, Virginia/EUA. O Prof. Hodgen, a exemplo do Prof. Thomson, já publicou 351 artigos na área de reprodução humana e de primatas desde 1967.
Esta pesquisa, que evidencia que a barreira da produção de embriões sem finalidade reprodutiva para produzir células tronco foi rompida, inclusive com a remuneração pela cessão dos gametas necessários. A possibilidade de que as células geradas tenham sido produzidas por partenogênese só agrega mais pontos de discussão e não atenua a situação. Isto demonstra claramente o efeito slippery slope. De acordo com este conceito, pequenas concessões podem gerar consequências imprevisíveis.
Recentemente, as pesquisas com células-tronco tiveram inúmeras situações que atestam os riscos de espetacularizar a Ciência e o conhecimento humano. A utilização de falsas promessas, como argumento para aprovação de documentos legais, a divulgação de resultados de pesquisa fraudulentos e a venda de produtos sem comprovação médíco-científica, se aproveitando do desespero de pacientes ou de seus familiares têm demonstrado o quão importante é o papel do controle social nas questões de saúde e pesquisa em saúde.

Várias questões éticas permanecem na área da pesquisa em células tronco embrionárias:
• É adequado utilizar embriões produzidos para fins reprodutivos e não utilizados, cujos prazos legais de utilização foram ultrapassados, para gerar células tronco embrionárias ?
• É aceitável produzir embriões humanos sem finalidade reprodutiva apenas para produzir células tronco ?
• A justificativa da necessidade de desenvolver novas terapêuticas está acima da vida dos embriões produzidos para este fim ?
• Por que não incentivar as pesquisas utilizando células tronco obtidas de outras formas, que também tem demonstrado bom potencial ?
• É aceitável a utilização de óvulos não humanos para servirem substrato biológico para pesquisas em células tronco humanas, desconhecendo-se os riscos envolvidos neste tipo de procedimento ?
• É justo criar um clima de expectativa para pacientes e familiares de pacientes sobre a possibilidade de uso terapêutico de células que sequer foram testadas em experimentos básicos ?

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Diretas Já

Introdução

Diretas Já foi um movimento político democrático com grande participação popular que ocorreu no ano de 1984. Este movimento era favorável e apoiava a emenda do deputado Dante de Oliveira que restabeleceria as eleições diretas para presidente da República no Brasil.

Manifestações populares

Durante o movimento ocorreram diversas manifestações populares em muitas cidades brasileiras como, por exemplo, passeatas e comícios. Estes eventos populares contaram com a participação de milhares de brasileiros.

Participações

O movimento das Diretas Já contou com o apoio de diversos políticos da época como, por exemplo, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, José Serra, Mário Covas, Teotônio Vilela, Eduardo Suplicy, Leonel Brizola, Luis Inácio Lula da Silva, Miguel Arraes, entre outros. Teve também a participação de artistas, jogadores de futebol, cantores, religiosos, etc.

Votação e decepção popular

Em 25 de abril de 1984, a emenda constitucional das eleições diretas foi colocada em votação. Porém, para a desilusão do povo brasileiro, ela não foi aprovada.

Eleições indiretas

Em 15 de janeiro de 1985, ocorreram eleições indiretas e Tancredo Neves foi eleito presidente do Brasil. Porém, em função de uma doença, Tancredo faleceu antes de assumir o cargo, sendo que o vice, José Sarney, tornou-se o primeiro presidente civil após o regime de Ditadura Militar (1964-1985).

As eleições diretas para presidente do Brasil só ocorreriam em 1989, após ser estabelecida na Constituição de 1988.

Ditadura

Ditadura é uma forma de governo em que o governante (presidente, rei, primeiro ministro) exerce seu poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político ao qual pertence.

Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes.

Para evitar oposição, as ditaduras costumam proibir ou controlar os partidos políticos. Outras táticas ditatoriais envolvem a prisão de opositores políticos, censura aos meios de comunicação, controle dos sindicatos, proibição de manifestações públicas de oposição e supressão dos direitos civis.

Os governos ditatoriais costumam apoiar seu poder no uso das forças armadas.

Entre os anos de 1964 e 1985, o Brasil foi governado por uma forma de governo deste tipo. Sem eleições diretas para presidente da república, vários militares se alternaram no poder.

AI-5 (Ato Institucional Número 5)

O que foi o AI-5

O AI-5 (Ato Institucional número 5) foi o quinto decreto emitido pelo governo militar brasileiro (1964-1985). É considerado o mais duro golpe na democracia e deu poderes quase absolutos ao regime militar. Redigido pelo ministro da Justiça Luís Antônio da Gama e Silva, o AI-5 entrou em vigor em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do então presidente Artur da Costa e Silva.

O AI-5 foi um represália ao discurso do deputado Márcio Moreira Alves, que pediu ao povo brasileiro que boicotasse as festividades de 7 de setembro de 1968, protestando assim contra o governo militar. A Câmara dos Deputados negou a licença para que o deputado fosse processado por este ato.

Determinações mais importantes do Ato Institucional Número 5:

- Concedia poder ao Presidente da República para dar recesso a Câmara dos Deputados, Assembléias Legislativas (estaduais) e Câmara de vereadores (Municipais). No período de recesso, o poder executivo federal assumiria as funções destes poderes legislativos;

- Concedia poder ao Presidente da República para intervir nos estados e municípios, sem respeitar as limitações constitucionais;

- Concedia poder ao Presidente da República para suspender os direitos políticos, pelo período de 10 anos, de qualquer cidadão brasileiro;

- Concedia poder ao Presidente da República para cassar mandatos de deputados federais, estaduais e vereadores;

- Proibia manifestações populares de caráter político;

- Suspendia o direito de habeas corpus (em casos de crime político, crimes contra ordem econômica, segurança nacional e economia popular).

- Impunha a censura prévia para jornais, revistas, livros, peças de teatro e músicas.

Fim do AI-5

No ano de 1978, no governo Ernesto Geisel, o AI-5 foi extinto e o habeas corpus restaurado.

Ditadura Militar no Brasil


Passeata contra a ditadura militar no Brasil


Regime Militar de 1964, O golpe militar de 64, Governos Militares , Governo Castello Branco, Governo Costa e Silva, Governo da Junta Militar, Governo Médici, AI-5, Governo Geisel, Governo Figueiredo, Redemocratização, Lei da Anistia, Campanha das Diretas Já, Constituição de 1988.


Introdução
Podemos definir a Ditadura Militar como sendo o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.
O golpe militar de 1964
A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organização populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale lembrar, que neste período, o mundo vivia o auge da Guerra Fria.
Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista.

Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava.
No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil ( Rio de Janeiro ), onde defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país.

Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.

O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango deixa o país refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam o poder. Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 (AI-1). Este, cassa mandatos políticos de opositores ao regime militar e tira a estabilidade de funcionários públicos.

GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967)
Castello Branco, general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém ao começar seu governo, assume uma posição autoritária.
Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além de dissolver os partidos políticos. Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar.
Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo. Só estavam autorizados o funcionamento de dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Enquanto o primeiro era de oposição, de certa forma controlada, o segundo representava os militares.
O governo militar impõe, em janeiro de 1967, uma nova Constituição para o país. Aprovada neste mesmo ano, a Constituição de 1967 confirma e institucionaliza o regime militar e suas formas de atuação.

GOVERNO COSTA E SILVA (1967-1969)
Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais. A oposição ao regime militar cresce no país. A UNE (União Nacional dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil.
Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar.
A guerrilha urbana começa a se organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltam bancos e seqüestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada.
No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 ( AI-5 ). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.

GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)
Doente, Costa e Silva foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica).
Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN seqüestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso. Porém, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva".
No final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo.

GOVERNO MEDICI (1969-1974)
Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente: o general Emílio Garrastazu Medici. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como " anos de chumbo ". A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são censuradas. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) atua como centro de investigação e repressão do governo militar.
Ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia. A guerrilha do Araguaia é fortemente reprimida pelas forças militares.

O Milagre Econômico
Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 ficou conhecido com a época do Milagre Econômico. O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflaçãobeirava os 18%. Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi.
Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil.

GOVERNO GEISEL (1974-1979)
Em 1974 assume a presidência o general Ernesto Geisel que começa um lento processo de transição rumo à democracia. Seu governo coincide com o fim do milagre econômico e com a insatisfação popular em altas taxas. A crise do petróleo e a recessão mundial interferem na economia brasileira, no momento em que os créditos e empréstimos internacionais diminuem.

Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura. A oposição política começa a ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades.
Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a promover ataques clandestinos aos membros da esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog á assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo. Em janeiro de 1976, o operário Manuel Fiel Filho aparece morto em situação semelhante.
Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil.

GOVERNO FIGUEIREDO (1979-1985)
A vitória do MDB nas eleições em 1978 começa a acelerar o processo de redemocratização. O general João Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. Os militares de linha dura continuam com a repressão clandestina. Cartas-bomba são colocadas em órgãos da imprensa e da OAB (Ordem dos advogados do Brasil). No dia 30 de Abril de 1981, uma bomba explode durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O atentado fora provavelmente promovido por militares de linha dura, embora até hoje nada tenha sido provado.
Em 1979, o governo aprova lei que restabelece o pluripartidarismo no país. Os partidos voltam a funcionar dentro da normalidade. A ARENA muda o nome e passa a ser PDS, enquanto o MDB passa a ser PMDB. Outros partidos são criados, como: Partido dos Trabalhadores ( PT ) e o Partido Democrático Trabalhista ( PDT ).
A Redemocratização e a Campanha pelas Diretas Já
Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.
Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.

domingo, 27 de setembro de 2009

Lula diz que Conselho de Segurança "perdeu relevância"




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, em seu discurso na abertura da 2ª Cúpula América do Sul-África (ASA), que o Conselho de Segurança das Nações Unidas "perdeu relevância".

"Neste debate sobre a nova governança global, uma coisa é certa: o Conselho de Segurança das Nações Unidas perdeu relevância", afirmou o presidente no encontro realizado em Isla Margarita, na Venezuela.

"Devemos trabalhar juntos pela sua reforma, sob pena de perder a oportunidade de garantir nosso direito a uma voz nas grandes questões da agenda internacional", disse.

As declarações de Lula foram feitas um dia depois de o Conselho de Segurança ter condenado os "atos de intimidação" do governo interino de Honduras contra a embaixada brasileira na capital, Tegucigalpa, onde o presidente deposto, Manuel Zelaya, está abrigado desde segunda-feira.

A reunião do Conselho de Segurança na sexta-feira foi realizada a pedido do Brasil e teve a presença do ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim.

Ao relatar a situação da representação brasileira em Honduras diante do conselho, Amorim disse ter "indícios concretos" de que a embaixada poderia ser invadida por militares hondurenhos.

Antes da declaração condenando o cerco à embaixada, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, que preside o Conselho, teria criticado o tom do discurso do chanceler brasileiro.

Neste sábado, o Conselho de Segurança também foi criticado por outros líderes presentes na cúpula realizada na Venezuela. Minutos antes da intervenção do presidente brasileiro, o líder líbio, Muamar Khadafi, disse que a situação do conselho é "insustentável".

"Eles têm direito a veto, e nós não temos direito algum", afirmou o líder líbio.

Na declaração final da Cúpula ASA, que termina neste domingo, os países deverão exigir reformas à Organização das Nações Unidas, nas quais estará incluído o Conselho de Segurança.

Honduras

A crise política em Honduras é assunto permanente nos corredores entre as delegações que participam da Cúpula.

Em seu discurso, Lula reiterou a condenação à deposição de Manuel Zelaya. "Lutamos muito para varrer para a lata do lixo da história as ditaduras militares. Não podemos permitir retrocessos deste tipo no nosso continente", afirmou.

Desde sexta-feira o Brasil vem trabalhando em um documento que deverá ser aprovado pelos demais chefes de Estado e representantes de governo que participam da Cúpula.

O documento deverá reiterar a condenação às agressões sofridas pela embaixada brasileira e pedir a restituição de Zelaya ao poder como saída para solucionar a crise em Honduras.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que é o anfitrião da cúpula, disse que os líderes rejeitam as agressões contra a embaixada brasileira.

"Lançaram gases tóxicos contra a embaixada, viram até onde chega a loucura desses golpistas?" , disse Chávez a jornalistas brasileiros.

Na sexta-feira, o presidente deposto de Honduras havia afirmado que a embaixada brasileira foi alvo de bombas de gás lacrimogêneo lançadas pelas forças de segurança do país. Um porta-voz da polícia, no entanto, negou o ataque.

Para Chávez, que disse "saber de tudo" em relação ao retorno Zelaya a Honduras, a solução da crise dependerá das pressões exercidas pela comunidade internacional.

"É preciso presssionar e pressionar. As Nações Unidas deveriam estabelecer sanções contra este governo [interino]", disse.

Manuel Zelaya foi deposto e expulso de Honduras em 28 de junho. Na última segunda-feira, ele retornou ao país sem a autorização do governo interino, que cobra a sua prisão, e se refugiou na embaixada brasileira em Tegucigalpa.

O governo interino que assumiu o poder em Honduras, comandado por Roberto Micheletti, não é reconhecido pela comunidade internacional.

Lula ressalta futuro da integração América do Sul-África







O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou neste sábado convencido do sucesso do processo de integração entre os países sul-americanos e africanos e destacou que isso abrirá oportunidades inéditas de desenvolvimento para as duas regiões. "No momento em que nos juntamos, podemos produzir oportunidades muito maiores do que as criadas pelo mundo desenvolvido em todo o século passado" para os países em vias de desenvolvimento, declarou Lula durante seu discurso na segunda Cúpula América do Sul-África (ASA), aberta hoje tarde na ilha venezuelana de Margarita.
O presidente brasileiro lembrou que a primeira Cúpula ASA foi organizada na Nigéria em 2006 em meio ao ceticismo sobre seu poder de convocação e seu resultado. Após essa primeira reunião, a integração entre América do Sul e África "não parou de se fortalecer", disse Lula, que citou o aumento das "trocas comerciais em mais de 50%", e as "bem-sucedidas experiências compartilhadas no ramo da saúde e de energia".
Para ampliar ainda mais esse processo, o presidente propôs a criação de "um grupo de trabalho fixo, permanente" que determine, aborde e avance sobre "temas determinados" que permitam a ambas as regiões "chegar na próxima Cúpula com resultados extraordinários". "Graças à integração, nossos países sofreram menos pela queda da demanda no mundo desenvolvido" derivada da crise econômica mundial, a qual, sustentou Lula, é de responsabilidade do mundo desenvolvido.
Para o presidente, aumentar os mecanismos de cooperação permitirá que os países sul-americanos e africanos avancem no "necessário" reforço de sua presença "na Organização Mundial do Comércio" (OMC) para forçar a aprovação de normas que abram o caminho para que o comércio seja uma verdadeira "alavanca de desenvolvimento para os países mais pobres".
A cooperação também servirá para dizer "aos países industrializados que não podem ignorar seus compromissos obrigatórios de redução de emissões", já que os países em desenvolvimento são "as primeiras e maiores vítimas" da mudança climática, sustentou Lula. Além disso, para o presidente, os países sul-americanos e africanos têm que "trabalhar juntos na reforma do Conselho de Segurança da ONU, sob pena de perder a oportunidade" de serem ouvidos no concerto internacional.
"Valeu a pena fazer a primeira (cúpula ASA) ao ver os resultados, porque a integração entre América do Sul e África não tem mais volta", declarou Lula, após expressar sua "alegria" por estar presente nesta segunda edição. A segunda Cúpula ASA termina amanhã com a assinatura de pelo menos dois documentos oficiais, uma declaração final e um plano de ação, que definirão a agenda de trabalho conjunto para os próximos anos.

Projeto Natal: o novo controle da Microsoft


Tom Cruise se antecipou ao Bill Gates no Minority Report


Veja a tecnologia que faz com que o videogame interprete faces, vozes e ainda visualize o jogador tridimensionalmente

O principal anúncio da Microsoft na E3 foi um sistema de controle que utiliza apenas detecção de movimento e reconhecimento de voz.
Diferente dos sistemas anteriores, como o PlayStation Eye e a Xbox Live Cam, que fazem apenas a leitura da silhueta da imagem captada por uma câmera, o Projeto Natal efetivamente consegue perceber espacialmente o jogador.

Basicamente, foi dada visão binocular ao console de videogame, conferindo a ele a capacidade de medir distâncias.

Segundo a Microsoft, o aparelho combina uma câmera colorida, sensor de profundidade, microfone e processador especial. Diferente de câmeras e controles 2D, o Project Natal acompanha o movimento do corpo do jogador tridimensionalmente, enquanto responde a comandos, instruções e até mesmo mudança de tom na voz.

A grande sacada do sistema é o processamento independente do que o aparelho capta. Uma CPU embutida no aparelho trata as informações e as manda como instruções simples para o videogame. Na prática, isso desafoga o videogame, que pode se concentrar em fazer o processamento do game ou simulação que está rodando, sem gastar ciclos de processamento na interpretação da enorme quantidade de dados gerada pelo Projeto Natal.

Nas demos que foram apresentadas, o sistema de detecção não só funcionava em tempo real, sem atrasos entre a ação do jogador e a ação na tela, como também tudo fluia perfeitamente mesmo em situações de jogo real. Burnout, um game de corrida extremamente dinâmico, foi modificado para processar as informações do Projeto Natal.

Em simulações, o sistema permitiu que se interagisse com Milo, um menino virtual que entendia expressões faciais, inflexões na voz e interagia com objetos que o jogador exibia. Em um certo momento, um desenho foi feito no papel e, como em um passe de mágica, digitalizado e passado para dentro do ambiente virtual. O menino digital identificou a cor do desenho, a forma (um peixe) e imediatamente fez a associação com um pequeno lago que havia por perto, convidando o jogador a explorá-lo.

Interações dessa profundidade só foram possíveis até então em laboratório, utilizando hardware muito caro. E ainda assim , o resultado nem se aproxima da simplicidade e elegância que o Projeto Natal apresentou.

O sistema foi batizado com o nome da capital do Rio Grande do Norte, cidade querida de um dos responsáveis pelo projeto. O brasileiro Alex Kipman, nascido em Curitiba, no Paraná, é uma das mentes por trás do revolucionário controle. Ele, ao lado de Don Mattrick, ex-presidente da Electronic Arts e atual chefe da divisão de videogames da Microsoft, decidiram dar um passo além do que o Wii oferece, tirando os controles físicos da equação e transformando o ato de jogar em uma atividade muito mais orgânica e intuitiva.

Se chegar ao mercado por um preço adequado, algo em torno de US$ 100, é bem possível que a Microsoft cause enormes danos à liderança atual da Nintendo. O fim de ano de 2010, quando o aparelho já estará à venda e diversos jogos já utilizarão suas capacidades, será decisivo.

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Bill Gates confima Projeto Natal para PC
Tecnologia de captura de movimentos não será exclusividade do Xbox 360

Todos gostaríamos de parecer bobos na frente do computador, não? Agora, isso não será um luxo só dos usuários do XBox 360. Bill Gates, o eterno chefão da Microsoft, basicamente confirmou que o Projeto Natal virá para PC também! Em uma entrevista à CNET, o homem do Windows disse que o periférico de captura de movimentos não é só para games, mas para "consumidores de mídia como um todo".

Gates disse que as divisões do Windows e do Xbox já testaram a tecnologia e ainda menciona seu uso em escritórios - não, ele não falou "Office", mas sim "office", ou seja, escritório. Prepare-se para levar muitos tapas involuntários enquanto estiver gesticulando para mover uma célula para outra coluna no Excel em seu local de trabalho.

Confira como é o Projeto Natal no vídeo abaixo, durante a demonstração com o XBox 360 na feira de games E3 em junho passado:

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Projeto Natal porque foi um Brasileiro de Natal que desenvolveu essa tecnologia.