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domingo, 8 de novembro de 2009

Logosofia


Diante do caos espiritual que assola grande parte do mundo, produto da efervescência de idéias extremistas que ameaçam a independência mental do indivíduo e sua liberdade, que é seu direito imanente, faz-se necessário buscar soluções reais e permanentes, começando pela substituição de certos conceitos totalmente inadequados para a vida.

A Logosofia guia o entendimento humano, levando-o a encontrar soluções dentro de si mesmo para, depois, contribuir com seus semelhantes, igualmente munidos de tão inestimáveis elementos de juízo, no grande esforço para resolver os complexos e tortuosos problemas que afligem a humanidade.


Deus

Para a Logosofia, Deus é o Supremo Criador da Ciência Universal, porque todos os processos da Criação se cumprem seguindo os ditados de Sua Sabedoria. A ciência do homem é tão-só um débil reflexo daquela, fonte permanente de todas as suas inspirações. Esta é a causa pela qual a Logosofia menciona com freqüência o nome de Deus. Um Deus despojado de artifícios, que mostra ao homem a plenitude de seu esplendor natural em sua Magna Ciência e em sua Verdade Absoluta.


Homem

A Logosofia não trata de criar um novo tipo de homem, mas ensina ao ente humano, isso sim, a arte de criar a si mesmo, reconstruindo, com os fragmentos dispersos de sua vida–individualidade–destino, a imagem genuína de sua própria concepção.

Entre as tantas coisas que devem preocupar o ser humano, acha-se a de buscar a unidade dentro de si mesmo, para não se perder no labirinto de suas próprias contradições. Para tal fim, se buscará estabelecer a união entre os pensamentos e os sentimentos, entre a razão e a consciência, visto que enquanto essa união não existir, se viverá em uma permanente contradição consigo mesmo e, em conseqüência, com os demais.

Leis Universais

As leis universais sustentam os pilares da Criação e animam a vida de tudo quanto existe. Tais leis estabelecem uma nova relação de causas e efeitos, que permite compreender sem dificuldades o amplo panorama da existência humana, ao mesmo tempo que orientam e prescrevem normas de conduta para percorrer as sucessivas etapas do aperfeiçoamento.

Entre as mais direta e estreitamente vinculadas ao homem, citaremos as Leis de Evolução, Causa e Efeito, Movimento, Câmbios, Herança, Tempo, Correspondência, Caridade, Lógica e Adaptação.


Evolução Consciente

A evolução consciente começa, segundo esta ciência, com o processo que conduz o homem ao conhecimento de si mesmo. Inicia-se no momento em que o ser, por própria vontade, decide retomar o fio de sua existência, deixando de viver uma vida apenas por viver.

A evolução consciente implica mudar de estado, de modalidade e de caráter, conquistando qualidades superiores que culminam com a anulação das velhas tendências e com o nascimento de uma nova genialidade.

O processo que a ela conduz é o caminho da superação humana pelo conhecimento, que amplia a vida, alarga os horizontes e fortalece o espírito, enchendo-o de felicidade.



Conhecimento de Si Mesmo

A Logosofia convida o homem a realizar um estudo pleno de sua psicologia: seu caráter, suas tendências, seus pensamentos, suas qualidades, suas deficiências e tudo quanto direta ou indiretamente entra no jogo de suas faculdades mentais e diz respeito aos estados de seu espírito.

Conhecer a si mesmo é uma tarefa incomensurável; é o homem frente à sua própria incógnita, querendo penetrar nela. O assunto é de tal importância, que, conhecendo a si mesmo, isto é, explorando seu mundo interno e descobrindo as maravilhas que nele existem, o homem conhecerá a seu Criador, isso se dará de acordo com seu avanço em direção à conquista desse grande e transcendental objetivo.



Deficiências psicológicas

São pensamentos negativos que exercem forte pressão sobre a vontade do indivíduo. São causas determinantes da incapacidade e impotência dos esforços humanos em busca do despertar consciente para a vida, em seu verdadeiro significado.


Espírito

O espírito - força anímica que alenta o ser - é uma parte inseparável dele, cuja existência real é inegável e perfila os caracteres da própria vida. A vida humana, em seu conteúdo espiritual, é tudo aquilo que, transcendendo o comum da vida física, interessa vivamente à inteligência humana.

A Logosofia demonstra que o espírito do ser se manifesta à sua razão por dois meios e expressões diferentes, os quais se comunicam entre si e se identificam como propriedade individual. Esses meios a que nos referimos são sua mente e sua sensibilidade.



Herança de Si Mesmo

Cada indivíduo haverá de encontrar, dentro de si, o caudal hereditário que foi formando através de suas próprias gerações. Haverá de descobri-lo, por exemplo, ao sentir uma acentuada vocação por determinada ciência, arte ou profissão. A facilidade que encontre ao encarar estudos e as idéias que auxiliem sua compreensão, enquanto se encaminha para o pleno domínio do conhecimento a que aspira, serão demonstrações claras de que nisso opera a herança de si mesmo.

Cada um é o que é, conforme o quis, e – salvo nos casos em que aparecem males irreparáveis – será aquilo que se proponha ser, mas pela única via possível: o conhecimento.

Os bens do conhecimento não podem ser herdados pela ignorância. Daí que seja necessário ativar o campo das próprias possibilidades, para que a herança se manifeste onde se lhe ofereça a oportunidade de fazê-lo.


Redenção de Si Mesmo

O simples fato de evitar o cometimento de uma falta constitui o primeiro passo para a remissão das culpas, porque não cometê-las é um princípio de redenção própria inquestionável. O homem terá reparado o mal em si mesmo, eliminando-o antes que se materializasse, e isso terá sido feito por um ato livre da vontade, sem necessidade de nenhuma intervenção alheia. Eis aí o belo; eis aí o grande e o sublime.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Teosofia

A Teosofia é um estudo esotérico que se debruça sobre os mistérios divinos.

A Teosofia dedica-se ao estudo das leis de Deus, ou das leis do mundo espiritual e das esferas celestes.

Os que conhecem a Teosofia, conseguem comunicar com espíritos de mortos e anjos, espíritos de luz e espíritos terrenais, fazendo-os actuar no sentido de obter certos resultados na vida das pessoas, sendo essa a esfera dos seus trabalhos místicos.


A Teosofia diverge da teologia, porquanto a teologia limita-se a estudar filosoficamente as doutrinas espirituais sobre as quais se debruçam as suas reflexões.

A Teosofia, enquanto um sistema de conhecimentos espirituais e celestes, é também um conhecimento de teor teológico; Contudo a Teosofia possui depois uma «praxis», ou uma vertente de aplicações ao mundo físico, ou seja, possui um leque de conhecimentos com implicações muito praticas e muito objectivas na vida das pessoas. A Teosofia, ao contrário da Teologia, não só se limita a ser um estudo apenas teórico ou «passivo» dos assuntos espirituais, mas é uma ciência esotérica que permite fazer uso dos conhecimentos espirituais para realizar tarefas místicas e trabalhos esotéricos com consequências muito objectivas.


A Teosofia possui uma vertente teórica e uma vertente pratica.

Uma das vertentes da «theoria» na Teosofia, é a Kabalah, ou seja, a ciência de Deus, ou seja, o estudo das Leis de Deus ou das Leis que regulam o mundo espiritual.O estudo desta ciência é fundamentalmente baseado nos textos sagrados e em todas as verdades místicas e sabedorias mágicas que estão subtil ou secretamente inscritas naqueles textos bíblicos e outros diretamente relacionados, mas que são secretos e por isso não são aqui revelados.

Uma das vertentes da «praxis» na Teosofia é a Gematria, hoje em dia vulgarmente denominada como «Numerologia», sendo que esta é uma técnica muito pratica para dois fins: por um lado, é um instrumento de descodificação dos segredos ocultamente inscritos nos textos sagrados, ao passo que por outro lado, é um instrumento muito pratico de produção profética, pois permite conhecer e mesmo dominar de forma objectiva as leis e realidades espirituais que afectam a nossa existência terrena e física.

No seu todo, Kabalah e Gematria constituem um saber hebraico milenar denominado Teomancia, que é uma complexa ciência esotérica, a chamada ciência das leis de Deus, ou ciência das leis e mecanismos do mundo espiritual.

A origem da numerologia cabalística remonta os tempos dos sábios da Babilônia e do Egipto dos faraós, fazendo parte do ensino dos Grandes Mistérios.

Na Grécia antiga os filósofos iniciados, (alguns dele que tiveram mesmo contactos culturais com o Egipto), também trabalharam através da numerologia com a finalidade de conhecer as Leis espirituais que regulam e governam o mundo espiritual, bem como a vida terrena.

Moisés, que tinha tido acesso aos conhecimentos esotéricos e mágicos da corte Egípcia que frequentou e onde estudou, (sendo um conhecedor profundo dos mistérios da teologia e do misticismo, conhecimentos entre os quais se encontrava a Numerologia Mística), foi ele mesmo o escolhido para receber as Leis e as palavras de Deus, tanto aquelas que o povo deveria conhecer como aquelas que são secretas e contem verdades divinas ocultas.

Presentemente coexistem vários sistemas numerológicos, mas a verdade é que toda a numerologia descende da cabala, ou kabbalah, que é uma ciência esotérica com mais de 3.000 anos dedicada ao estudo das sagradas escrituras e das realidades espirituais


A NUMEROLOGIA CABALISTICA vem sendo usada há milhares de anos, e hoje não é raro vermos artistas alterando o nome segundo os padrões da NUMEROLOGIA.

Também empresários buscam na Numerologia orientação frente ao competitivo mercado, fazendo da Numerologia uma estratégia de vendas.

Enfim, a NUMEROLOGIA não é uma crendice vulgar, mas uma ciência esotérica aceite pelas classes cultas de todo o mundo.

Muitas vezes encontramos explicações sobre a numerologia onde se diz que os números possuem um poder sobre as pessoas.

Isso é uma mentira bondosa, dita ao não-iniciados, para lhes tentar dar uma explicação lógica sobre esta ciência esotérica, sem, contudo revelar os verdadeiros segredos dessa mesma ciência.

Na realidade, e não podendo entrar em mais detalhes, apenas posso dizer que os números não possuem em-si e por-si qualquer poder, mas antes eles são representações desses poderes, leis e essências espirituais que governam a vida espiritual e a vida física.

E entender o que os números representam dentro dum determinado contexto, (num texto Bíblico, num nome de uma pessoa, numa data de um evento, etc.), permite ter acesso ao conhecimento dessas leis e essências divinas que nos governam, podendo assim saber o passado, o presente e o futuro e até mesmo usar os mecanismos espirituais de Deus a nosso favor, desde que por boas causas.

Pelos números, (enquadrados num certo contexto), podemos assim aceder a um conhecimento de realidades espirituais, podemos receber mensagens do mundo espiritual, podemos entender a leis divinas que orientam as nossas vidas, podemos saber sobre coisas, acontecimentos, eventos, etc.

Da mesma maneira que um físico, (como Einstein), usou os números de forma cientifica, (a matemática avançada), enquanto um instrumento de representação abstracta de realidades físicas que ele estudava, (realidades atômicas e subatômicas, cósmicas, temporais, etc.), para assim as entender e depois manipular. Também os números têm a mesma aplicação no plano espiritual. Por eles conseguimos entender a mecânica das realidades divinas, o entendimento de Deus, a criação espiritual de Deus, as Leis espirituais que governam este mundo e outro, o que já sucedeu e o que vai suceder etc..

Podemos mesmo usar esse conhecimento sobre as Leis divinas a nosso favor, da mesma forma que um eletricista usa as leis do eletromagnetismo para trazer luz a uma casa, ou que um engenheiro aeronáutico usa a lei da gravidade e da física para construir um avião que voa bem e que nos transporte para onde desejamos.

A Numerologia Bíblica ou Cabala, é secretamente chamada de «Gamatria» ou «Gematria», e é o estudo das palavras quando "traduzidas" em números e vice-versa. Ou seja, o estudo do sentido oculto de letras, palavras e frases através da numerologia.

As palavras e/ou frases possuem distintos valores numéricos e estes valores numéricos configuram valores que sinalizam acontecimentos, sinais, mensagens, etc.… ou representam essências divinas e Leis espirituais de Deus.

Trata-se de um conhecimento secreto transmitido de forma codificada ao homem através das sagradas escrituras, um conhecimento dado diretamente por Deus.

Em Êxodo podemos ler que Deus escreveu a Sua Lei pela Sua própria mão e a entregou a Moisés.

Nessas palavras divinas escritas pela própria mão de Deus, encontram-se mensagens e conhecimentos acessíveis todos aqueles que lêem os textos sagrados, mas depois e para alem disso, encontra-se igualmente, a um nível mais avançado e mais profundo, um conjunto de conhecimentos codificados e ocultos por detrás da letra do texto bíblico, apenas acessíveis a quem tem a «chave» que permite descodificar e conhecer esses saberes ocultos. Em bom rigor, a Gematria é um método numerologico, mágico e esotérico, utilizado no estudo das escrituras, de forma a retirar destas os secretos ensinamentos de Alta Magia que neles se encontram ocultamente inscritos.

Imensa referencia á Numerologia Cabalística, mais ou menos discretas, podem ser encontradas estão na Bíblia Sagrada.

Provavelmente você já ouviu falar de Abraão. Abraão foi o rico e poderoso patriarca das mais seguidas e poderosas religiões do mundo: Catolicismo, Judaismo, Protestantismo e Islamismo.

Porém, Abraão não tinha esse nome.

Deus muda o nome do sacerdote caldeu Abrão para Abraão, ao instituir o pacto entre eles.

E não só isso, muda também o nome de sua esposa, Sarai, para Sara.

Esse pacto pode ser visto em Gênesis 15, e as mudanças de nome, nos versículos 5 e 15.

Seria essa mudança, por ordem de Deus, onipotente, onisciente, onipresente e todo poderoso criador. Um mero capricho repetido ao longo dos tempos e em vão? Não. As intenções de Deus ao mudar os nomes das pessoas conforme o seu papel e o seu destino têm claramente uma intenção divina muito bem dirigida e reiterada ao longo de diversas situações. E isto demonstra o poder e o papel dos nomes, das letras e dos números no saber divino e espiritual de Deus.

Em Apocalipse podemos também ler que futuramente os eleitos de Deus que serão salvos, receberão também um novo nome, um nome ainda secreto e desconhecido.

Ainda em Gênesis, pode se ver a mudança do nome de Jacó, para Israel (Gen 32:28).

No Novo Testamento, também pode se ver que Jesus Cristo, muda o nome de alguns apóstolos, por exemplo, Simão, que se torna Pedro, e Lebeu, que se torna Tadeu.No mesmos livros, podemos ver como o nome de São João Batista é alterado logo á nascença para estar em conformidade com os planos de Deus, e é também possível encontrarmos em Isaías o nome que Jesus deveria de receber, caso não houvesse sido mudado para Jesus, de forma a que ele assumisse as profecias e fosse verdadeiramente filho de Deus.

Em todos estes exemplos podemos ver como o nome é de extrema influencia no papel que uma pessoa vai desempenhar na sua vida.

Os próprios nomes de Deus contem uma essência divina extremamente poderosa.

Em Génesis podemos ler que Henoc foi o primeiro a conhecer e a invocar o nome, (secreto), de Deus e por isso Deus esteve com ele. Aliás, em todo o texto Bíblico o conhecimento e inovação do nome secreto de Deus é uma chave de poder espiritual, e a Sua Palavra é fonte de vida eterna, ou seja, na sua palavra está a ciência de Deus e a fonte da sabedoria espiritual.

Por aqui podemos reconhecer o poder dos nomes e das palavras, enquanto instrumento que representa saberes e essências divinas.

Esses são alguns exemplos remotos da existência da Numerologia Cabalística.

Na verdade a numerologia é uma derivação da Gematria, um ramo da Cabala, que utiliza o alfabeto hebraico como base.

A numerologia atual seria então uma adaptação dos princípios da Gematria para o alfabeto romano.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tecnologia

Quando consideramos a relevância de nossas estruturas sociais e ideologias na sociedade, muito frequentemente vemos governos, políticos e corporações como guias organizacionais e instituições catalisadoras responsáveis pela qualidade de nossas vidas. Isso, claro, é verdade… mas somente até certo ponto. Conforme o tempo passa, os seres humanos se tornam mais e mais conscientes da natureza, seus processos, e assim se tornam capazes de derivar inferência sobre como imitar a natureza em toda a sua glória criativa.

O resultado tem sido tecnologia, que é o que separa nós humanos das outras espécies tanto quanto funcionalidade. Nós temos a habilidade de criar de inúmeras maneiras. Se não queremos limpar esgotos, podemos criar uma máquina para fazer isso para nós.
No começo da Era Industrial, a grande maioria das pessoas trabalhou em fábricas. Hoje, a automação compreende 90% de quase todas as fábricas. Isso tem substituído humanos e criado uma grande e artificial industria de “serviços”, para manter os indivíduos empregados para ganhar dinheiro.

Esse padrão é muito revelador. Isso implica que a automação está constantemente desafiando a regra geral da escravatura humana. Isso não significa que os humanos não vão ter “nada para fazer” conforme o tempo avança. Muito pelo contrário… isso implica na libertação da humanidade de trabalhos desinteressantes, assim as pessoas terão tempo para prosseguir com aquilo que elas escolherem. Em contrapartida, é importante lembrar que a sociedade hoje assume uma postura muito negativa em relação à humanidade, retendo a crença de que se um ser humano não é “necessário” para fazer alguma coisa, ele deve somente se sentar, ser preguiçoso e não fazer nada. Essa é uma propaganda absurda.

A noção de “lazer” é uma invenção monetária, criada por causa da base opressiva e fascista da instituição de empregos por si só. Preguiça é, na verdade, uma forma de rejeição do sistema. É uma qualidade que só existe por causa da opressão e necessidade de servitude.

Em uma sociedade de verdade, não haveria essa separação entre “trabalho” e “laser” para que humanos possam seguir os propósitos que eles acharem interessantes. Colocando de outra maneira, considere a curiosidade e o interesse de uma criança. Ela nunca soube o que é dinheiro... Eles precisam ser motivados pelo dinheiro para sair e explorar ou criar? Não. Eles têm interesses pessoais e os perseguem sem nenhuma recompensa. Na verdade, os grandes contribuidores da nossa sociedade, tal como Einstein, Newton ou Galileu fizeram o que fizeram sem nenhuma recompensa em dinheiro. Eles fizeram porque quiseram. O ato de fazer e contribuir eram sua recompensa.

O ponto aqui é que dinheiro não é um incentivo verdadeiro para nada, e pensar o contrário é assumir que os humanos são inerentemente preguiçosos e corruptos. Preguiça e corrupção são produtos da condição que nosso sistema social criou.
Agora, voltando à tecnologia, notamos que a nossa qualidade de vida, tanto quanto funcionalidade, tem sido bastante aumentada pelos benefícios das ferramentas tecnológicas que criamos. De um cortador de grama a um marca-passo, a tecnologia salva vidas e diminui a quantidade de tempo que precisamos gastar em atividades mundanas, difíceis ou perigosas. Na verdade, se analisarmos bem, começa a ficar claro que o desenvolvimento tecnológico é a instituição mais importante que nós temos e a busca da sociedade por tecnologias úteis (não armas) deve ser a prioridade mais alta da cultura.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento tecnológico é desafiado por uma linha de pensamento particular, ou processo… isso pode ser chamado de “Método Cientifico”. Carl Sagan disse uma vez algo parecido com “A sociedade se aproveita dos dons da ciência, mas rejeita seus métodos”.

Isso é uma grande verdade da era moderna, na qual o publico não consegue entender que ciência não é somente uma ferramenta… ela tem uma funcionalidade universal que pode ser aplicada à sociedade de maneiras que muitos nem fazem idéia.
Parece óbvio que a Tecnologia melhora as nossas vidas e nos serve como a grande libertadora da vida humana no reino material… então por que seus métodos não são aplicados à sociedade como um todo?
Obviamente, o método científico é usado constantemente para sistemas isolados, mas nunca foi realmente considerado de maneira mais ampla. Isto se deve em grande parte às velhas superstições, que lutam contra a lógica da ciência em favor de uma visão de mundo dogmática, atrasada e muito romantizada.

Se nós tivéssemos a opção de reconstruir a sociedade do zero, como nós faríamos isso para ser o mais eficiente, sustentável e humano possível? Essa é a nossa perspectiva. Obviamente, não podemos construir uma sociedade do zero, mas o ponto está claro. É o momento de pararmos de pensar sobre as limitações e preocupações monetárias, e começar a pensar sobre a possibilidade que temos aqui na Terra de uma maneira geral.

Este é o interesse que criou o conceito de uma “economia baseada em recursos”. O Projeto Venus tem trabalhado nesse conceito por muito tempo e suas fundações são muito simples. Nós sobrevivemos, preservamos e maximizamos o uso dos recursos do planeta em conjunção com informações livres e desenvolvimento tecnológico.

Nessa visão, pouco é deixado para interpretações subjetivas, porque é uma estratégia derivada cientificamente para construção social em si. A partir daí, os parâmetros científicos trabalham eles mesmos o tanto quanto seja possível.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Espiritualidade

A espiritualidade parece ter diferentes significados para cada um de nós. Uma definição padrão poderia ser: “Senso de significado e propósito; senso de si próprio e de uma relação com ‘aquilo que é maior do que si próprio’”.

Atualmente a religião e o misticismo parecem ter o monopólio da espiritualidade. As religiões teístas muitas vezes consideram uma “relação com deus” ou criador divino como uma relação espiritual, enquanto o misticismo geralmente encontrará uma relação com forças “sobrenaturais”. A conclusão é que, quase universalmente, a espiritualidade tem a ver com uma “relação” em qualquer nível. Na maioria das perspectivas, ela é associada com o “lugar” ou “significado” de uma pessoa para a vida... seja qual for.

Por mais subjetivas que essas coisas possam ser, começamos a reconhecer mudanças nessas noções, pois o progresso social tende a abrir caminho para conceitos que resistem ao teste do tempo. Na era moderna, podemos dar uma boa olhada para nosso passado, examinar o que nossos ancestrais costumavam considerar “real” e depois comparar essas idéias com o que compreendemos hoje. Muitas “práticas espirituais” que existiram no passado não mais existem devido a compreensões que passaram a ser relacionadas a fenômenos naturais. Um simples exemplo: as religiões de antigamente muitas vezes “sacrificavam” animais para certos propósitos... isso raramente acontece hoje, uma vez comprovada a irrelevância desse ato. Da mesma forma, as pessoas raramente praticam “danças da chuva” a fim de influenciarem o clima... hoje compreendemos como os padrões climáticos são criados e foi comprovado que a prática de rituais não tem efeito algum.

De forma parecida, a idéia de “rezar” a deus pedindo por algo em particular é estatisticamente considerada como tendo pouco efeito no resultado, sem mencionar que não existem evidências científicas que provem a existência de um criador personificado... isso geralmente é resultado de especulações históricas literárias e de tradições.

As religiões de hoje em dia parecem estar de muitas formas enraizadas a percepções errôneas dos processos biológicos. Por exemplo, elas apresentam noções de mundo que muitas vezes colocam os humanos num patamar diferente dos elementos naturais. Esse “ego espiritual” levou a dramáticos conflitos por gerações, não apenas entre seres humanos, mas até mesmo entre nós e o próprio meio-ambiente.

Todavia, com o passar do tempo, a ciência nos mostrou como os seres humanos estão sujeitos às exatas mesmas forças da natureza a que todo o resto está. Nós aprendemos que compartilhamos das mesmas subestruturas atômicas das árvores, pássaros e todas as outras formas de vida. Aprendemos que não podemos viver sem os elementos da natureza... precisamos de ar puro, alimentos, energia do sol, etc. Quando compreendemos essa relação simbiótica de vida, começamos a entender que quanto mais essas “relações” são consideradas, mais profundo e importante se torna nosso relacionamento com o planeta. O meio pelo qual isso é expresso é a ciência, pois o método científico nos permitiu ver através dos processos naturais, de modo que podemos compreender melhor como “nos encaixamos” nesse sistema de vida como um todo.
A isso poderíamos dar o nome de despertar “espiritual”.

Essa compreensão, que foi provada pela ciência, é a de que humanos não são diferentes de qualquer outra forma da natureza e nossa integridade é tão boa quanto a integridade de nosso ambiente, do qual fazemos parte. Esse conceito apresenta uma perceptiva “espiritual” totalmente diferente, porque em seu cerne força uma idéia de interdependência e conexão.

A interconexão de toda a vida é indiscutível nos sentidos mais fundamentais, e é essa “relação” perpétua de total interconectividade que, de um modo geral, não é completamente compreendida pela sociedade. Assim, nossos modos de conduta e percepção estão bastante fora de sintonia com a natureza... sendo eles, portanto, destrutivos.

A própria natureza é nossa mestra e nossas instituições sociais e filosofias deveriam ser derivadas desse conceito fundamental e, invariavelmente, “espiritual”.
Quanto mais rápido esse acordar espiritual se espalhar, mais sã, pacífica e produtiva tornar-se-á nossa sociedade.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sustentabilidade

Quando pensamos em sustentabilidade, muitas vezes pensamos em durabilidade, longevidade e respeito ambiental. Em geral, uma prática sustentável é aquela que tem o futuro em consideração. No entanto, essa idéia não é só reservada para o mundo material, ela também se aplica ao pensamento, crença, conduta humana e à sociedade como um todo.

Uma prática insustentável é um efeito negativo e desequilibrado que, através do tempo, pode afetar negativamente uma pessoa, a sociedade e/ou o ambiente. Um caso clássico é a nossa utilização do petróleo como um meio de geração de energia. Isso pode ser considerado insustentável, devido ao fato de que o petróleo não é um meio renovável de energia e quando queimado, é prejudicial ao ambiente. Qualquer prática que provoque um esgotamento irreversível dos recursos ou, a longo prazo, da poluição ambiental é uma prática insustentável.

Da mesma forma, se uma determinada empresa despeja grandes quantidades de resíduos derivados de seus produtos durante a produção poluindo o meio ambiente, isso também seria outro exemplo de uma prática insustentável, independentemente do que eles estejam produzindo.

Igualmente, se o conhecimento ou materiais utilizados na produção de um determinado produto não são da maior qualidade conhecida, quase sempre a integridade do produto é intrinsecamente comprometida, levando à eventual criação de mais lixo quando esse produto falha ou se torna obsoleto. Com o nosso sistema atual de competição pelo lucro, tudo o que é produzido é feito com uma certa fraqueza, pois existe a necessidade de manter a quota de mercado. Em outras palavras, se duas empresas concorrentes estão criando um determinado item, ambas terão de ser estratégicas nos materiais e designs que utilizarem, assim muitas vezes a qualidade é comprometida em prol de um custo mais acessível. O resultado é um produto que quebra muito mais depressa do que um produto que teve o maior cuidado e qualidade nos materias de seus componentes.

Isso não acontece em nosso sistema por dois motivos: 1) Se uma empresa utiliza o modelo mais avançado e os melhores materiais conhecidos, ela provavelmente terá um custo de produção muito mais elevado e provavelmente irá perder numa competição contra uma concorrente. 2) Se os produtos forem feitos para serem duradouros, as pessoas não precisarão constantemente substituí-los, de manutenção e nem de atualização e uma grande quantidade de postos de trabalho e lucro seria perdida pela indústria em geral, atrasando assim a economia.

Isto é, por razões obvias, insustentabilidade, considerando a ineficiência inerente do nosso sistema econômico que eventualmente cria problemas desnecessários, lixo e poluição.

E isto nos leva a ideologias insustentáveis.
Uma ideologia é insustentável quando leva uma pessoa ou um grupo a práticas insustentáveis. Por exemplo, o que leva uma indústria a utilizar materiais de má qualidade para criar produtos insustentáveis, enquanto emite uma quantidade desproporcional de poluição, é na verdade o resultado de uma força maior, conhecida como o Sistema Monetário e sua sede pelo lucro. Em um sistema que visa o lucro monetário, não há nenhuma recompensa para a sustentabilidade, pois o sistema é construído sobre a concorrência. Em tal circunstância, a sustentabilidade é sempre colocada em segundo lugar em relação ao lucro, pois a sobrevivência de uma empresa é baseada no lucro, e ele é parcialmente baseado em redução dos custos e na ampliação de receitas. Portanto, práticas insustentáveis que existem em todas as indústrias são o resultado de uma falha ideológica subjacente na própria estrutura econômica.

Teoricamente, a maioria concordaria que possuir uma abundância de recursos, juntamente com produtos sendo desenvolvidos dos materiais mais resistentes para a máxima eficiência e sustentabilidade, são coisas boas. No entanto, estas noções não são recompensadas em nosso atual sistema monetário mundial. O que é recompensado é a Escassez e obsolescência planejada, porém são apenas recompensadas a curto prazo, o que aumenta o lucro, e também gera mais empregos. Infelizmente, esta "recompensa de curto prazo" custa a "destruição a longo prazo".

O sistema de livre comércio, juntamente com todos os outros subgrupos, como o comunismo, socialismo e fascismo, são ideologias insustentáveis, pois possuem em si uma propensão para o abuso ambiental e social. Tornando o assunto mais claro, um mundo que está em concorrência com o próprio núcleo de trabalho, recursos e sobrevivência é um sistema intrinsecamente insustentável, pois carece de uma consciência holística.

Então, como seria uma ideologia sustentável?

Embora esta questão irá sempre trazer novas respostas ao longo da evolução humana, atualmente, temos um conceito chamado Método Científico. Basicamente, o Método Científico é um processo de inquérito que, através dos mais modernos métodos de aprendizagem, da medição, análise e experimentação, é possível demonstrar a validade de um determinado conhecimento ou a possível resolução de um problema específico.

Um exemplo seria um problema com o seu carro. Se o seu carro não dá partida, você deve iniciar uma linha de pensamento, baseada na lógica, para encontrar a fonte do problema. A lógica orientaria a sua atenção e provavelmente começaria perguntando com o quanto de combustível está, analisaria o mecanismo de ignição, etc. Este é o método científico aplicado na resolução de problemas. Algo fora dessa linha de pensamento seria irracional. Por exemplo, ao analisar o mesmo problema, seria irracional começar a olhar para os pneus, pois eles não têm nada a ver com os mecanismos associados a esse problema.

Infelizmente, a nossa abordagem relacionada à sociedade desconsidera na maioria das vezes a lógica ou metodologia, mas é imersa na tradição, superstição e métodos ultrapassados de conduta. Uma abordagem científica para a sociedade, usando a lógica e a razão para avaliá-la e responder às questões sociais iriam ter uma tendência natural para a sustentabilidade, pois nada pode ser isolado ou destacado em tal abordagem. Em outras palavras, temos de parar de olhar o mundo através das lentes dos sistemas e ideologias que foram criadas no passado, e começar a olhar para ele na forma mais ampla e imparcial que podemos. O único meio que apóia esta abordagem é a ciência e os dons da ciência já provaram inquestionavelmente a sua validade. Por isso, é tempo de utilizar os métodos da ciência na nossa abordagem à sociedade.

Um rápido olhar sobre o sistema utilizado no mundo de hoje reflete uma forte negligência da razão, lógica e aplicação científica. Nossas estruturas econômicas são baseadas em mídias de câmbio e de valores que têm pouca relação com a verdade e a realidade dos recursos. A religião continua a pregar visões ultrapassadas do mundo que mesmo assim continuam a serem substituídas progressivamente pelo pensamento científico. Nosso sistema de trabalho está construído de maneira que as pessoas sejam empregadas para que ganhem dinheiro para sobreviverem e a contribuição real que esses empregos possuem para sociedade são altamente questionáveis, o que mostra que o emprego existe apenas para manter as pessoas fazendo algo afim de que sobrevivam e suportem o sistema econômico. Isso é um desperdício de vida humana...

Existem muitas, muitas facetas para o entendimento de que as nossas instituições sociais atuais são insustentáveis. Para resumir a questão, a nossa vida na terra deve ter uma premissa fundamental pela qual as nossas operações devem se referir. Esta premissa deve ser tão empírica quanto possível e não com base em parecer ou de projeção. A partir de uma perspectiva científica, vemos que os recursos do planeta e o talento humano são as questões mais valiosas a serem preservadas. Inteligência humana e consciência em conjunto com a gestão da utilização dos recursos da terra são realmente as únicas duas questões fundamentais. Todo o resto é construído com base nesta idéia. Por isso, precisamos começar uma abordagem que maximize educação, tecnologia e gestão dos recursos.

Até que isso seja feito, a sustentabilidade estará em perigo. Este é o objetivo do Projeto Venus ,do Movimento Zeitgeist e da O.N.S.E ;

Sociologia

A sociologia é frequentemente definida como: “O estudo da sociedade; interação social humana”.

Este campo considera estruturas sociais, tanto Cognitivas quanto Materiais. Um exemplo de uma Estrutura Social Cognitiva é a instituição da religião atualmente estabelecida e como sua operação afeta a sensibilização coletiva. Por exemplo, Cristãos Pró-vida compartilham uma posição de que a “vida” humana é um elemento separado da natureza e que matar um feto é errado. Coincidentemente, o sistema monetário baseado em competição tem defensores semeando idéias como a de que competição é o estado social mais produtivo que os humanos podem desenvolver.
Estruturas Sociais Materiais, por outro lado, são muito óbvias e elas existem em forma de corporações e governos, cada um tendo grande influência na sociedade. Claro, todas as Estruturas Sociais Materiais se espalham pelo reino Cognitivo, pois há sempre uma ideologia por trás delas.

Agora, um problema sociológico comum tem a ver com a “Natureza Humana” e seu efeito num senso coletivo. Por exemplo, a maioria das pessoas aprendem que os seres humanos são naturalmente competitivos entre si, juntamente à hipótese de que a estratificação social ou hierarquia também é uma tendência humana natural.
Isso é uma falácia.

Se você olhar para, digamos, um grupo de leões, você vai ver uma hierarquia social e uma violenta competição por comida na maioria dos casos. Essa comparação é o que leva as pessoas a pensarem que isso também é uma ocorrência natural na sociedade humana (guerra, ganância, ego, etc.). O que é ignorado, no entanto, são as condições ambientais presentes em cada caso. O grupo de leões existe num mundo de Escassez. Eles não possuem a habilidade para criar armadilhas para comida, nem a comida é acessível numa base “sobre demanda”. Eles têm de caçar e lutar uns com os outros. Isso cria uma competição naturalmente. Pela sobrevivência, os leões PRECISAM ser agressivos uns com os outros. Por sua vez, hierarquia é desenvolvida para o mais forte desses leões ganhar mais, e por sua vez exercer sua dominância de uma forma estratificada.

Da mesma forma, em nossa sociedade atual está acontecendo exatamente a mesma coisa. Os seres humanos têm vivido no mesmo tipo de escassez desde a aurora da existência. No entanto, à medida que o tempo passa, estamos nos tornando mais e mais civilizados, devido à nossa capacidade de Criar. Ao contrário dos Leões, os seres humanos são capazes de criar ferramentas e pôr em prática processos que os libertam de uma determinada tarefa ou problema, reduzindo a escassez.

Em face desta visão nós então vemos que, em um nível fundamental, se a escassez puder ser erradicada, o comportamento humano sofrerá uma mudança radical, afastando-se da concorrência, dominação e estratificação.

Do mesmo modo, ideologias ultrapassadas que não resistem ao teste do tempo, tais como religiões teístas, compondo o mito de que os seres humanos e a sociedade são construídas de uma certa maneira. Por exemplo, a ideologia Católica afirma que os seres humanos “nascem com pecado”.

Isso é absurdo, obsoleto e baseado num entendimento do comportamento humano primitivo. Não há diferença entre o bebê Gandhi ou o bebê Hitler... é o ambiente que molda a pessoa e, consequentemente, a sociedade (e vice-versa).
Portanto, a verdadeira mudança Sociológica virá ao se remover as condições que fazem com que o padrão de comportamento aberrante polua as nossas sociedades. Prisão, Polícia e as Leis são meros retalhos e, na verdade, tendem a piorar as coisas ao longo do tempo.

Em última análise, é necessário um redesenho da nossa cultura a fim de mudar o comportamento humano para melhor.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Psicologia

A psicologia é geralmente definida como a “ciência que lida com processos mentais e comportamentais”.
Atualmente, existem basicamente duas escolas: A geneticista e a behaviorista... A velha noção de “natureza contra criação”.

Os geneticistas tendem a pensar que comportamentos humanos são hereditários e instintivos. Muitas vezes reportagens detalham como algum estudo alega ter encontrado a “predisposição genética” para “ser republicano” ou “fumar”. Isso apóia a perspectiva de que somos “apenas fisicamente conectados” de certa forma e de que até nuanças sutis de comportamento, tal como uma inclinação ao vício, é de algum modo genética ou “instintiva”.

Os behavioristas, por outro lado, vêem o ser humano como um produto do condicionamento, ao se basearem na exposição ao ambiente dessa pessoa. Portanto, as ações de uma pessoa têm uma origem que é derivada da experiência ou de uma corrente de pensamentos causada pelo aprendizado de um conceito. O mecanismo de ação/crença é, por isso, originário do aprendizado, e não hereditário ou instintivo.

Qual ponto de vista é mais relevante? Obviamente, ambos são relevantes em certos aspectos. Nosso interesse em sobreviver e nos multiplicar é impresso/genético de certa forma, uma vez que se associa diretamente com sobrevivência básica. Contudo, os meios pelos quais se sobrevive são inteiramente baseados no condicionamento social de cada pessoa. Se uma pessoa crescer num ambiente escasso, muito pobre, com acesso a um emprego limitado, ela terá uma propensão maior para engajar atividades ilegais para sobreviver... maior do que uma pessoa da classe média com acesso às necessidades básicas.

Do outro lado do espectro, se uma pessoa muito rica crescer numa família elitista e assim condicionada a pensar que sua riqueza/classe serve como um símbolo de status, ela muito provavelmente explorará aqueles que trabalham para ela ou praticaria atividades ilegais para confirmar a identidade e a arrogância social que pensa serem reais.

A moral da história é que o condicionamento do ambiente é responsável por 99% de nossas ações, e todos os estudos sérios sobre comportamento provaram isso várias e várias vezes.

As pessoas não se tornam alcoólicas por serem geneticamente predispostas, mas pela influência dos pais ou amigos. Se você abusar de uma criança, muito provavelmente ela crescerá e abusará de outras crianças. Quando a mídia promove alguma idéia na sociedade, tal como o “terrorismo”, o público é condicionado a acreditar que isso é uma ameaça real, sem considerar a realidade. O fato é que somos organismos emergentes e vulneráveis, sempre sofrendo influência, condicionamento e mudança até certo ponto.

Esse “ponto” é bastante influenciado pelas identificações sociais/ideológicas que muitos têm sido condicionados a pensar que são imutáveis. É nesse estado de consciência específico que a paralisia entra, pois não há nada na natureza que apóie a conclusão de que qualquer coisa que pensamos agora não será desatualizada no futuro, já que um dos poucos padrões em que podemos confiar (até agora) é a realidade de que todos os elementos da natureza são emergentes.
A “identificação” com um conjunto de conceitos para o bem da integridade de alguns é uma séria distorção em nosso mundo, porque se considera uma “fraqueza” quando provam que alguém está errado. Isso, claro, é absurdo, pois é dessa forma que a maioria aprende e não deve ser uma circunstância temida.

Fritz Pearls uma vez disse que “A espécie humana é a única que tem a habilidade para interferir no próprio desenvolvimento”. Essa é uma importante compreensão, para nosso sistema de crenças, que pensamos que deve continuar para apoiar nossas identidades, muitas vezes fica no caminho de conceitos novos, mutáveis e no crescimento pessoal.

A maioria das instituições dominantes que perpetuam essa paralisia parece ser composta por religiões teístas e pelo sistema monetário. As religiões teístas promovem uma visão de mundo fixa, com um conceito baseado na “fé” que rejeita a lógica e novas informações. O sistema monetário (em qualquer país) é baseado em competição por trabalho e, por conseguinte, trabalho por dinheiro. De uma forma bastante simples, a “vantagem competitiva” só continua através de autoperpetuação, e autoperpetuação/interesse próprio naturalmente leva a uma instituição estática que prefere não mudar, já que isso ameaça a sobrevivência desse negócio, governo ou coisa do gênero.

Isso é insustentável.

Mudanças sociais

Mudanças sociais só podem se tornar realidade se duas circunstâncias se encontrarem. Primeiro, o sistema de valores humanos, que consiste de nossas compreensões e crenças, deve ser atualizado e alterado através de educação e cuidadosa introspecção. Segundo, o ambiente ao redor desse sistema de valores deve mudar para apoiar a nova visão do mundo. A interação entre o sistema de valores de uma pessoa e seu ambiente é o que influencia no comportamento humano.
Por exemplo, na nossa cultura a “ética” é na verdade uma questão de grau, pois nosso sistema social promove e recompensa a competição e o interesse individual. Essa perspectiva não só “leva” ao comportamento aberrante... mas o cria diretamente. A corrupção é a norma na nossa sociedade e a maioria das pessoas não vê isso, porque enquanto a sociedade apoiar esse comportamento, ele será considerado certo e normal... ou uma questão de grau.
Partindo dessa compreensão, existe uma falácia que surgiu onde certos grupos são considerados “corruptos” e todos os outros são “bons”. Essa é a velha visão do mundo “nós e eles” que não tem base empírica alguma, uma vez que, novamente, é uma questão de grau.
Por exemplo, existe um grande movimento de pessoas constantemente falando sobre “A Nova Ordem Mundial” e essa noção de que há uma elite de pessoas que estiveram tentando dominar o mundo por um longo tempo e manipularam a sociedade de várias maneiras para promover seus objetivos.
Isso, claro, é verdade até certo ponto.
Mas, o erro de percepção é que esse “grupo” não é um grupo. É uma tendência.
Se você tirasse todas as pessoas do topo que estão engajadas no governo hegemônico global, seria apenas uma questão de tempo até que outro grupo tomasse o lugar e buscasse pela mesma ambição. Portanto, o problema não está num indivíduo ou nos grupos. Na verdade, essas são as condições com as quais essas pessoas foram acostumadas e doutrinadas. Claro que muitos criticam essa visão com a noção escapista de que é a “natureza humana” que causa essa competição e necessidade de dominação. Isso não é sustentado pelos fatos. Na realidade, somos praticamente folhas em branco quando nascemos e é o ambiente que nos cerca que forma quem somos e como nos comportamos.
Por isso, para que uma VERDADEIRA mudança ocorra, devemos passar menos tempo lutando contra os produtos dessa estrutura social doente e tentando mudar as raízes do problema. Por mais difícil e intimidador que isso possa parecer, esse é o único meio de mudar nosso mundo para melhor.
Podemos continuar a pisar nas formigas quem saem debaixo da geladeira, mas enquanto não removermos a comida estragada detrás dela, elas simplesmente continuarão a voltar.